
O presidente do Paraná Clube, Rubens Ferreira e Silva, o Rubão, se pronunciou após a goleada por 3 a 0 para o Operário, na noite deste sábado (5), na Vila Capanema. Ele revelou que o técnico Jorge Ferreira pediu demissão e não aceitou voltar atrás, o que leva o Tricolor ao mercado.
“O Paraná não fez contato com nenhum técnico (antes do jogo), continuamos acreditando no Jorge, pois antes de assumir a presidência (em setembro de 2021) eu o efetivei (…). Fui ao vestiário após o jogo, conversei com o Jorge, queria continuar com ele, mas ele disse que ama demais esse clube, e em benefício dele preferiu deixá-lo. Tentei demovê-lo, mas foi uma decisão categórica”, afirmou Rubão em pronunciamento na Vila Capanema.
O presidente paranista também falou sobre o bate-boca que teve com torcedores nas sociais do Durival Britto já na parte final da derrota para o Fantasma. De acordo com ele, as ameaças que ele e sua família vêm sofrendo não são de hoje, e não passarão batidas.
“Aquelas pessoas que no calor do resultado vêm me ameaçar, que vai me matar, que vai pegar os meus filhos, digo que eles pensem que atitudes serão tomadas. Ficar atrás de um teclado é muito fácil. Como presidente estou fazendo o melhor, mas não aceitarei nenhuma ameaça a mim ou à minha diretoria”, garantiu ele.
Rubão reforçou que está aberto a ouvir qualquer um dos mais de 4 mil associados do Paraná (“estou na sede da Kennedy, não fujo de ninguém”), desde que toda e qualquer cobrança venha do que ele chamou de “pessoas civilizadas”.
“Continuamos lutando, são cinco meses de lutas diárias. Estamos buscando as vitórias, tenho 68 anos, sou civilizado acima de tudo. Estamos chateados com o resultado, temos um trabalho maior de remontar a comissão técnica e o elenco. Boa noite e obrigado a todos. Ninguém tem o poder de ameaçar ninguém”, concluiu.