Foto: Divulgação/Paraná Clube

Ontem, a Banda B relembrou os 23 anos do aniversário do pentacampeonato estadual do Paraná, entre os anos de 1993 e 1997. Um dos maiores protagonistas daquela era hegemônica no estado, o ex-goleiro Régis relembra com carinho sua passagem pelo clube, que coincide com a época dos cinco títulos paranaenses, além de uma segunda campanha em 1999, em que foi vice-campeão do estado e da Copa Sul.

Formado nas categorias de base do Vasco, clube pelo qual conquistou dois cariocas e um Brasileiro, Régis conversou com a Rádio Banda B, durante o programa Balanço Esportivo. O ex-goleiro, hoje com 55 anos, afirma que o Tricolor foi ‘o clube mais importante de sua carreira’.

“Foi, com toda a certeza, meu melhor momento. Tive uma ótima sequência de jogos e nos sete anos em que passei no Paraná fui muito feliz. É o clube mais importante da minha carreira, não tenho dúvida disso”, afirma.

Com as cores azul, vermelha e branca, Régis venceu cinco estaduais (1993-1997), disputou mais de 300 partidas e se consolidou como o maior goleiro da história do Paraná. Além desses números, ele ainda nutriu a fama de ‘pegador de pênaltis’ na Vila Capanema. Para cada duas cobranças contra o Tricolor, Régis agarrou praticamente metade: em 58 pênaltis, ele efetuou 26 defesas.

Carreira

Atualmente, o ídolo paranista trabalha no ramo de turismo, no Rio de Janeiro, mas não esquece dos anos dourados como um dos principais goleiros do futebol paranaense. “Minha carreira foi perfeita. Saí de Cuiabá, um centro em que o futebol não possui força, cheguei ao Vasco, joguei na Seleção Brasileira e fui campeão de muita coisa, além de jogar na Europa, pelo Braga de Portugal. Não faltou nada, mas o Paraná foi especial na minha vida”, admite, o orgulhoso ex-arqueiro.

Régis também admitiu que sua segunda passagem pelo Tricolor, em 1999, poderia ter sido tão boa quanto a primeira, em que ‘bateu na trave’ tanto o Paranaense daquele ano, ao perder para o Coritiba (conquista que encerraria o jejum de dez anos dos alviverdes), tanto com a final da Copa Sul, em que o Tricolor foi vencido pelo Grêmio, em um Pinheirão com mais de 35 mil torcedores.

“Lembro muito bem desses dois jogos. Ambos foram injustos, do ponto de vista do Paraná. Contra o Coritiba, vencíamos os dois jogos da final por 2×0 e eles conseguiram o empate necessário para o título. Tivemos um lance em que o Ilan driblou o goleiro, saiu para comemorar mas o marcador do Coxa tirou a bola em cima da linha. Já contra o Grêmio nós tivemos muitas chances de vencer o jogo, mas não conseguimos o gol e sofremos outro em um lance de escanteio. Poderia ter sido muito diferente”, completa.