(Geraldo Bubniak/AGB)

O juiz do Trabalho José Wally Gonzaga Neto deferiu o pedido do Paraná de suspender o repasse de 20% das receitas durante a pandemia do novo coronavírus. Assim, 100% do que o clube arrecadar será para pagar suas despesas fixas com o objetivo de evitar demissões.

O ato trabalhista assinado em 2017 destina 20% dos recursos financeiros do Paraná para a quitação de processos. O interventor judicial é o presidente Leonardo Oliveira.

A argumentação do Paraná para pedir a suspensão do ato trabalhista até a volta do futebol é a queda de receita desde a paralisação dos jogos. “O fluxo de caixa do clube diminuiu sensivelmente, pois algumas receitas deixaram de existir temporariamente, como a venda de ingressos, diminuição de sócios e impossibilidade de obter novos patrocínios, além do que a Rede Globo de Televisão já sinalizou que não irá quitar integralmente a parcela mensal, enquanto não houver o retorno dos campeonatos e possível início da Série B”.

“Informa ainda, que clube já tomou todas as medidas possíveis pela nova legislação aplicada ao período de pandemia, com o intuito de enxugar os custos e viabilizar a manutenção dos pagamentos, mas ainda assim a grave crise afeta sensivelmente o fluxo de pagamentos”.

O Paraná é uma das equipes que manteve os salários integrais de jogadores, membros da comissão técnica e funcionários. O clube também não demitiu ninguém.