O Paraná Clube não está esperando o posicionamento da Justiça sobre a venda da SAF e a continuidade do plano de recuperação judicial. Nos bastidores, o Tricolor trabalha, contando com a ajuda de aliados na política e no futebol. E fica cada vez mais clara a posição da diretoria de acertar a SAF com a Carpa Gestora de Recursos, apesar de que em termos absolutos a proposta da FG 10 Sports Academy seja melhor.

As duas empresas estão autorizadas pela Justiça a disputar a SAF do Paraná Clube. No andamento do processo de recuperação judicial, a juíza Mariana Fowler Gusso já tem conhecimento dos termos da proposta da Carpa. O plano prevê investimentos de R$ 430 milhões em dez anos, mas com a desvinculação das dívidas. Em resumo, o fundo de investimentos quer o Tricolor, mas desde que não precise pagar as dívidas do clube. Como compensação, a diretoria ofereceu o leilão da sede da Kennedy e a venda do potencial construtivo da Vila Olímpica do Boqueirão. O clube já recebeu a avaliação do perito judicial, e agora pode concordar com ela ou contestá-la.

A sede social da Kennedy, e a autorização do poder público para sua venda, foi assunto de uma reunião de empresários ligados ao Paraná Clube, como Alphonse Voigt (EBANX) e o agente Fifa Marcelo Medeiros, com o economista Fernando Ferreira, principal assessor do negócio entre Tricolor e Carpa, o deputado estadual Alexandre Curi e o vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel. “Estamos tentando ajudar o Paraná Clube. É o início de uma conversa. Como um deputado que reconhece a importância do esporte para o estado, estou à disposição para auxiliar nas articulações necessárias junto ao poder público”, afirmou Alexandre Curi.

A favorita do Paraná Clube

A reunião mostra com clareza como a Carpa Gestora de Recursos é a favorita – ou preferida – do Paraná Clube para fechar a SAF. Afinal, Alphonse Voigt e Marcelo Medeiros seriam dois dos investidores. Dentro do Tricolor, o fato de a SAF ser negociada com um fundo integrado por empresários torcedores faz diferença. Mesmo que a FG 10 tenha acenado com um contrato de R$ 600 milhões por dez anos. Inclusive porque o grupo não teria nenhum investidor ligado ao futebol paranaense.

A reunião da terça-feira (6) antecipou o encontro com o prefeito Rafael Greca, que aconteceu nesta quarta (7). Voigt, Medeiros e Fernando Ferreira estiveram no encontro, que desta vez contou com a presença do presidente Rubens Ferreira Silva. E, mesmo antes de qualquer decisão – a venda da SAF precisa ser aprovada pela Justiça -, o grupo já ajuda informalmente o clube, inclusive no acerto de Tcheco como treinador da equipe na disputa da segunda divisão do Campeonato Paranaense.

Reunião sobre o futuro do Paraná Clube.
Fernando Ferreira, Alphonse Voigt, Eduardo Pimentel, Marcelo Medeiros e Alexandre Curi. Foto: Reprodução/Twitter

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Paraná Clube avança com “SAF favorita” e negocia com políticos e treinador

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