A manifestação da juíza Mariana Gusso agitou o noticiário do Paraná Clube na semana passada. Em despacho assinado no final de maio, a titular da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba pediu mais celeridade ao processo de transformação do Tricolor em SAF. A magistrada disse que “a situação da recuperanda não é confortável, a ponto de apenas peticionar no presente feito informando a ausência de comprador para a SAF“. Mas a discussão e as negociações não pararam. Só que dependem de dois fatores.

Começando pela parte das negociações. O Paraná Clube não tem apenas uma proposta na mesa para a venda da SAF. Tem mais de uma. Nenhuma delas é da FG 10 Sports Academy, que chegou a se interessar, manifestou-se na Justiça e depois “sumiu”. A Carpa Family Office, que esteve perto de um acordo, ainda não desistiu – até pela relação que tem com grandes investidores que torcem para o Tricolor. Portanto, há interessados em comprar a SAF.

Então por que parece que nada vai para frente? Aí é que entram os dois fatores. O primeiro é o leilão da sede da Kennedy. Apesar do aval da juíza Mariana Gusso, reiterado no último despacho, há insegurança jurídica em relação ao ‘pós-venda’. Quando houve processo semelhante na área da Vila Olímpica, o leilão foi suspenso. Era por isso que vários credores, representados por seus advogados, pediram a convocação da Prefeitura de Curitiba para se manifestar no caso. Mas a magistrada não fez nenhuma consideração sobre o pedido.

O mais importante para o Paraná Clube

Só que o fator mais decisivo para a transformação definitiva do Paraná Clube em SAF é o acesso para a primeira divisão do Campeonato Paranaense. Com a segunda divisão em andamento, qualquer negociação fica “em stand-by”. A presença na elite estadual, requisito básico para a reconstrução de um calendário para toda a temporada (com possibilidades de participação na Série D do Brasileirão e na Copa do Brasil em 2026), é condição fundamental para qualquer negócio sair.

Com estes fatores, é difícil imaginar que a SAF do Paraná Clube será fechada até setembro, quando obrigatoriamente começam os pagamentos da recuperação judicial. Para evitar a inadimplência (e uma possível decretação de falência), um grupo de empresários deve se cotizar para pagar as primeiras parcelas. Liderando este processo está Carlos Werner, que lidera um grupo de apoio ao Tricolor, responsável por exemplo pelas últimas campanhas de marketing.

Paraná Clube - bandeira
Foto: Allexandre Felipe/PR

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Paraná Clube tem interessados em SAF, mas é preciso subir

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