A semana do Paraná Clube começa com motivação fora de campo, confiança dentro de campo e expectativa nos bastidores. A festa da torcida na vitória por 3×0 sobre o Apucarana emocionou todos que foram ao Couto Pereira. A atuação da equipe fez o técnico Tcheco afirmar que foi uma partida “quase perfeita”. E na Justiça, é real a possibilidade de novidades no processo de recuperação judicial do Tricolor nos próximos dias.

Há dez dias o processo de recuperação judicial do Paraná Clube está em “conclusos para decisão” no gabinete da juíza Mariana Fowler Gusso, da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba. A RJ foi aprovada ano passado, mas a tentativa de transformação do Tricolor em SAF também precisa passar pela magistrada. E para isto acontecer, uma série de situações precisam ser esclarecidas por ela.

Tanto que este termo “conclusos para decisão” não está sendo aplicado para o final de todo o processo, mas sim para a série de requerimentos incluídos nos últimos dias por advogados, peritos, pelo próprio Paraná Clube e outros órgãos da Justiça. A Banda B resume os três pontos fundamentais que serão tratados pela juíza Mariana Gusso nos próximos despachos.

Valor da sede da Kennedy

Um dos assuntos mais polêmicos que serão alvo de decisão da magistrada é o valor da sede da Kennedy. Tratado como fundamental no processo de recuperação judicial do Paraná Clube, a venda ou leilão da área gerou uma discrepância de valores das avaliações. Enquanto o perito Hélcio Kronberg avaliou a área em R$ 66 milhões, o Tricolor entregou uma avaliação independente com o valor de R$ 86 mi. A diferença, segundo o perito, se deve ao contrato com o Espaço Torres, que dura até 2032, e que terá que ser quebrado por um possível comprador.

Celeridade do processo

Uma série de credores – mais de 100 -, representados pelos seus advogados, fez um apelo à juíza Mariana Gusso, pedindo pressa nas próximas definições. A preocupação é pelo fato de o prazo para o início do pagamento está na reta final. A carência recebida pelo Paraná Clube se encerra em setembro, quando terá que começar a honrar os débitos da recuperação judicial. Mas sem decisão sobre o leilão da Kennedy, sobre a utilização da área por um possível comprador e sobre a situação da SAF, os advogados chegaram a falar sobre a insolvência do Tricolor.

Intimação da prefeitura

Nos mesmos ofícios enviados à magistrada, os advogados pedem a intimação de representantes da prefeitura de Curitiba para esclarecimentos sobre a área da sede da Kennedy. Em outro processo, o Paraná Clube teve a Vila Olímpica do Boqueirão leiloada, mas o município brecou o negócio. Por isso, os credores querem saber da prefeitura se será possível realizar todo o processo de alienação da área da Kennedy.

E se demorar mais, como fica o Paraná Clube?

Com a obrigação de começar a pagar em setembro, o Paraná Clube precisa de uma injeção de recursos até lá. O aumento das rendas ajuda, mas é preciso manter os pagamentos em dia, sob o risco de perder os benefícios da recuperação judicial. O empresário Carlos Werner, personagem decisivo na campanha de marketing de sucesso, já admitiu nos bastidores a possibilidade de ajudar o Tricolor em um primeiro momento.

Sede das Varas de Fazenda Pública, Falências e Recuperação Judicial.
É neste prédio que se desenrola o processo de recuperação judicial do Paraná Clube. Foto: Reprodução/Google

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SAF do Paraná Clube: juíza pode tomar decisões importantes nesta semana

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