
O técnico sub-20 do Paraná Clube, Rodrigo Rojas, e o gestor Oswaldo Dória, da Sport Prime (empresa parceira do Tricolor na base), foram os convidados do programa Balanço Esportivo desta quarta-feira (14), abordando o andamento da retomada do setor na agremiação, além da preparação para a Copa São Paulo de Futebol Júnior.
Na última semana, os piás da Vila Capanema venceram um amistoso contra o Andraus, dando mais um passo na preparação para a estreia na Copinha, diante do SKA Brasil-SP, no dia 3 de janeiro, às 14h, em Santana de Parnaíba (SP). O Tricolor ainda pega, pelo Grupo 23, as equipes do Vitória-BA e do Aster Brasil -ES.
“É uma chave muito difícil. Se for ver todas, a nossa é a mais difícil. Vamos pegar o Aster, que é o campeão capixaba, tem um pessoal lá que trabalhou comigo. O SKA é uma potência, será uma estreia muito difícil, chegou à terceira fase do Paulista Sub-20, foi à final do Sub-17, e o Vitória tem muitos jogadores que enfrentamos no Brasileiro de Aspirantes”, explicou Rojas.
O comandante paranista esclareceu que o trabalho vem encontrando dificuldades, seja por jogadores lesionados, por outros que não seguiram no clube, ou ainda aqueles que “tiveram problemas com o departamento de cima”, afirmou. Ainda assim, ele classificou a preparação até aqui como “muito boa”, e que a parte emocional vem tendo uma atenção especial.
“Sabemos que é uma competição em que a parte emocional conta muito. Temos trabalhado esse extra-campo, para deixá-los tranquilos e, quando chegar a Copa SP, eles estarem bem preparados mentalmente”, disse. “Temos trabalhado em dois períodos, treinando em campo sintético, onde a temperatura é dobrada, tendo todos os cuidados. Subimos muitos atletas, do Sub-17 e só Sub-15”.
Revelar é preciso
De acordo com Oswaldo Dória, a parceria com o Paraná hoje é “muito mais do que negócio” para ele e para a Sport Prime. Sem revelar valores (“não é barato”), o executivo destacou que o foco é pensar de maneira unificada quando o tema é a base tricolor. É assim que estão sendo feitos os investimentos em cinco categorias – do Sub-15 ao Sub-23 -, após dois anos (2019 e 2020) em que o setor foi desativado no clube.
O próprio Rojas revelou o tamanho das dificuldades de recomeçar do zero um trabalho de base em um clube de futebol. De acordo com ele, foi preciso buscar atletas, mesmo com a frustração pela não-participação da última Copa SP (ele foi contratado para dirigir o time no torneio, mas o Tricolor ficou de fora), e os resultados não são possíveis da noite para o dia.
“O time de Aspirantes (Sub-23) nós montamos em cima (da hora). Cada atleta vem com vários costumes, e quando ele chega no Paraná precisa entender a grandeza, a paixão e o momento do clube. São vários costumes e isso leva tempo (para mudar). Muitos não têm paciência, querem ver espetáculo. Da forma como foi, eu tirei proveito de 100% do trabalho no Aspirantes. Estaremos uito fortalecidos no ano que vem”, sentenciou.
A Copinha também pode servir como “vestibular” para jovens atletas que devem ser aproveitados no elenco profissional, que entre abril e maio inicia a disputa da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense, única competição oficial do Paraná no próximo ano. Quem está na base paranista evita fazer promessas, porém o discurso é de continuidade e otimismo.
“Quem veio de fora teve a oportunidade de assistir a alguns jogos da Série D (do Brasileirão) e acompanhar a realidade do que é o Paraná, do que é a paixão pelo Paraná. Eu mesmo vim de fora e me apaixonei. Acredito que hoje 100% dos meninos estão com essa ideia e essa visão do clube”, completou Dória.