IMPORTANTE: A manchete original da matéria insinuava que o presidente havia dado entrevista sobre o assunto, o que não aconteceu. A manchete foi corrigida. Pedimos desculpas ao presidente do Paraná Clube.

Aílton Barboza de Souza, 57 anos, engenheiro químico, foi aclamado neste sábado (19) como o novo presidente do Paraná Clube. Em meio ao momento mais importante da história do clube, ele lidera a chapa Resiliência Tricolor, que tem como principal apoiador o empresário Carlos Werner, uma espécie de ‘mecenas’ paranista. Com dificuldades financeiras e nas negociações da SAF, o novo mandatário trouxe em seu plano de governo uma ideia antiga, mas que mobiliza a torcida.

Está no número 6 do plano da Resiliência Tricolor, de título “Ativos Imobiliários do Clube”. O trecho abaixo é exatamente o escrito no texto da nova direção do Paraná Clube: “Considerando que até o presente momento a aquisição de nossa SAF não evoluiu, e que nenhuma proposta ainda contemplou a questão de nossos ativos imobiliários, a chapa RESILIÊNCIA TRICOLOR pretende buscar investidores para viabilizar a aquisição da Vila Capanema, junto à Secretária do Patrimônio da União, por meio do PAI – Proposta de Aquisição de Imóveis, do Governo Federal”.

A posse definitiva da Vila Capanema é um sonho antigo – a rigor, desde os tempos do Ferroviário, depois no Colorado e enfim no Paraná Clube. Cedida em 1947 ao Boca Negra pela Rede Ferroviária Federal, o estádio Durival Britto é alvo de disputa judicial há 53 anos entre o clube e a União (governo federal). Em 2016, a Justiça definiu que o estádio é do patrimônio público. E por isso o plano da nova diretoria em usar o PAI (projeto do governo que permite que pessoas físicas ou jurídicas possam comprar imóveis da União) para comprar a área.

SAF do Paraná Clube

Como está no próprio plano de governo do novo comando do Paraná Clube, as negociações para a venda da SAF emperraram. A Banda B explicou esta situação na sexta-feira (18). Mas é certo que a SAF tricolor, mesmo se não tiver sido vendida, vai gerir o futebol paranista a partir do Campeonato Paranaense do ano que vem.

A posição fica bem clara quando o assunto é tratado no plano da Resiliência Tricolor. “Uma das premissas da chapa é a migração completa das atividades relacionadas ao futebol para a Sociedade Anônima do Futebol do PARANÁ CLUBE, com a pretensão de que na próxima competição profissional o clube já participe neste modelo, ainda sobre a gestão e controle do clube associativo”.

Vila Capanema, estádio do Paraná Clube.
A Vila Capanema é alvo de disputa judicial há 51 anos. E o sonho do Ferroviário e do Colorado volta à carga desta vez no Paraná Clube. Foto: Divulgação/PR