Os credores do Paraná Clube entraram para valer na briga pela reconstrução do Tricolor nesta semana. Com pelo menos três manifestações de advogados, que representam mais de 90 empresas e pessoas para quem o clube deve, o consórcio de credores pede pressa na autorização da venda (ou leilão) da sede da Kennedy. A situação está travada pelo impedimento previsto em lei municipal, e por isso os paranistas negociam nos bastidores com a classe política para liberar a área para ser negociada.

E quem são estes credores? Na última atualização de valores e nomes, enviada pela Companhia Brasileira de Administração Judicial, que cuida da recuperação judicial do Paraná Clube, são ao todo 466. Somados, o valor chegam a R$ 126.069.160,11. Este total está no ‘guarda-chuva’ da RJ tricolor, diferente dos R$ 48 milhões de dívidas com a União. Por isso, o débito total é de R$ 174 milhões. Mas nesta lista de 466 pessoas e empresas (veja a relação completa ao final do texto) estão vários personagens ligados à história paranista.

Mas, ao contrário do que foi publicado, Carlos Werner não é um credor do Paraná Clube. O empresário, mecenas do Tricolor em 2017, ano do acesso para a primeira divisão, tem negócios com o clube, mas não há dívidas. Tanto que neste momento há a negociação para nova cessão do Ninho da Gralha. Werner é considerado uma das pessoas fundamentais no processo de recuperação paranista.

Ex-jogadores e treinadores do Paraná Clube

São exatos 400 processos trabalhistas envolvendo o Paraná Clube dentro da recuperação judicial. E é também a maior fatia da dívida – R$ 63.873.880,19. Grande parte destes processos envolve jogadores que passaram pela Vila Capanema. Em uma rápida olhada é possível ver Bruno Grassi, Aderaldo, Adoniram, Caio Henrique, Darci, Eder Sciola, Edson Sitta, Eduardo Brock, Flávio Pantera, Felipe Alves, João Pedro, Alemão, Zé Roberto, Nadson, Leandro Almeida e Wellington Silva.

A lista também está repleta de ex-treinadores – simbolizando também a troca incessante de profissionais que no final atrapalhou o Paraná Clube dentro e fora de campo. Ricardinho, Ricardo Pinto, Gilmar Dal Pozzo, Rogério Micale, Luciano Gusso, Guilherme Macuglia e Allan Aal estão entre os credores. Membros de comissões técnicas do Tricolor também estão, como Noslen Mehl, Jonathan Zaze e Ednelson, assim como os ex-diretores remunerados Alex Brasil e Marcos Mathias Lammers.

Cartolas, clubes e empresas

Ex-presidentes também fazem parte da lista de credores do Paraná Clube. Aquilino Romani e Ênio Ribeiro fazem parte do grupo, onde também estão os ex-dirigentes Aldo Coser, Durval Lara Ribeiro, Pedro Poitevin, Waldomiro Gayer Neto e os já falecidos Márcio Vilella e Altair Barranco. Um dos credores mais ativos nas discussões da Justiça é o Fluminense, que inclusive foi voto vencido nas assembleias que aprovaram a recuperação judicial.

O principal credor, em valores, é a empresa Bom Atleta Sociedade Empresarial, a BASE, do empresário Renê Bernardi – que também é credor como pessoa física. A dívida total do Paraná Clube com a BASE é de R$ 17.937.650,04. O advogado da empresa, Henrique Richter Caron, foi um dos que protocolou o pedido à Justiça de celeridade na resolução da situação de Kennedy. Hoje há um entendimento geral de que se não houver a negociação da área, será quase impossível o Paraná iniciar os pagamentos da recuperação judicial em setembro.

Confira a lista completa de credores do Paraná Clube

Paraná Clube.
Foto: Divulgação/PR

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Paraná Clube não deve a Carlos Werner; confira lista atualizada de credores

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