O Paraná Clube aguarda com muita ansiedade a decisão da juíza Mariana Fowler Gusso, titular da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba. Está nas mãos da magistrada a decisão sobre homologar ou não a venda da SAF para um grupo de investidores liderado pela Carpa, gestora de recursos carioca. Ainda na tarde desta terça-feira (5) o sistema de informações do Judiciário paranaense já informava que o assunto estava em “conclusos para sentença“. O pedido tricolor para avaliação de caráter de urgência está sendo atendido.

Na noite de terça, a juíza se manifestou nos autos e deu cinco dias para a Companhia Brasileira de Administração Judicial, que toca a recuperação judicial do Paraná Clube, se posicionar. Tempo semelhante deverão ter a Justiça do Trabalho e o Ministério Público, que são consultados para que haja total lisura no processo. A CBAJ deve enviar ainda nesta quarta (6) o seu parecer, seguindo no ritmo expresso que marca a busca do Paraná Clube pela SAF.

E há razões para a pressa paranista. Na petição entregue à Justiça, fica claro que não só a situação de uma possível aquisição do Cianorte exige celeridade do Paraná Clube, “uma janela de oportunidade que se fechará em menos de dez dias“. Há mais razões que pressionam o Tricolor e o colocam em uma encruzilhada. A mais explícita é a queda de receita, que até setembro é de R$ 3.639.000,00, e deve fechar este ano abaixo de 2022, quando o clube arrecadou R$ 6 milhões.

Estrutura do Paraná Clube

O Paraná Clube também se manifestou sobre a Vila Capanema. O estádio chegou a ser interditado após a batalha campal entre torcedores do Coritiba e do Cruzeiro, mas mesmo liberado terá que passar por reforma. “O estádio Durival Brito e Silva vai demandar investimentos em reformas que atendam às exigências das autoridades municipais e da Confederação Brasileira de Futebol, para assegurar a segurança e o bem-estar de torcedores e jogadores”, informa a petição tricolor.

Outro problema está no Ninho da Gralha. O contrato de cessão com o empresário Carlos Werner termina no final do ano que vem. “O Paraná Clube não tem um Centro de Treinamento”, diz o texto. Outros fatores citados pelo Tricolor são o calendário de apenas dois meses e meio, os apenas seis jogadores sob contrato e o afastamento da Liga Forte Futebol, que realizou adiantamentos milionários para seus integrantes.

“Impossível”

De forma clara e crua, a petição resume a situação. “Diante do cenário antes descrito, não há a menor chance de se encontrar investidores dispostos a investir na SAF Paraná Clube, e ainda assumir parte de seu passivo“. Daí o pedido de urgência para a apreciação do contrato e, em especial, o pedido da diretoria para que a SAF não fique com a responsabilidade de quitar os débitos tricolores. E, finalmente, da inclusão da Vila Olímpica como garantia do negócio ao lado da sede da Kennedy.

A diretoria inclusive confirmou no documento enviado à Justiça que está pronto para agir caso seja autorizado. “O Paraná Clube, em paralelo aos esforços para vender o imóvel da Avenida Presidente Kennedy, irá dar entrada, com a maior brevidade possível, na Prefeitura Municipal de Curitiba, no pedido de transformação do potencial construtivo de seus imóveis em Cotas de Potencial Construtivo, com vistas a gerar recursos para pagar todos os credores inseridos no Plano de Recuperação Judicial, quitar o seu passivo fiscal, o BACEN, e pagar os seus créditos extraconcursais“, garantiu o Tricolor, através de seu advogado Sérgio Tedeschi.

Vila Capanema, estádio do Paraná Clube que pode ser usado pelo Coritiba
A Vila Capanema terá que passar por reformas, segundo o Paraná Clube. Foto: Divulgação/PR

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Paraná Clube chegou à encruzilhada e precisa da SAF

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