Gilmar Dal Pozzo. (Geraldo Bubniak/AGB)

O técnico Gilmar Dal Pozzo chegou ao Paraná com a missão de reverter o momento ruim na Série B e tirar a equipe das últimas colocações. Após três partidas, o Tricolor melhorou o desempenho e reencontrou o caminho das vitórias no confronto direto com o CRB.

Em entrevista à Banda B, Dal Pozzo destacou que o seu principal objetivo na chegada era resgatar a autoestima dos jogadores e reforçou o desejo de contar apenas com quem estava comprometido. “Quando recebi o convite do Paraná, a minha decisão foi na hora. Foi uma ligação do Felipe Gil e em meia hora já tinha acertado o contrato. São atletas que conheço e o meu grande desafio era resgatar a autoestima e o futebol. Quem não estava comprometido e achava que não tinha condição de jogar no Paraná, pedisse para sair. Foi o que aconteceu com alguns atletas”, comentou.

O treinador ressaltou a importância de voltar a vencer após dez jogos, sendo oito derrotas consecutivas, e cutucou os antecessores do cargo pela desorganização em campo. “A vitória mentalmente é importante após uma sequência de resultados negativos e surto de Covid-19. Eu me apego ao desempenho e o meu grande desafio quando cheguei era resgatar os atletas e organizar a equipe. Taticamente, não tínhamos uma herança e estava desorganizada em campo. Tivemos que trabalhar esse lado emocional e já temos uma formação bem definida. Esse modelo de jogo nos levou a vitória”, disse.

De olho na próxima rodada

Para a partida contra o Brasil de Pelotas, na segunda-feira (21), o comandante deve ter os retornos do lateral-esquerdo Juninho, dos meias Renan Bressan e Lucas Sene e do atacante Wandson, recuperados da Covid-19. Os zagueiros Fabrício, Salazar e Guilherme Lacerda, o lateral-esquerdo Jean Victor e os atacantes Matheus Mathias e Bruno Lopes, que também testaram positivo para o coronavírus, já ficaram à disposição em Maceió.

Dal Pozzo comemorou a volta de praticamente todos os jogos para ter opções de variações táticas. “Cheguei antes do jogo da Ponte Preta, teve um surto de 10 jogadores com Covid-19 e mais a lesão do Philippe Maia. Estamos considerados que 11 atletas não tinham condições de jogo. Agora voltou e temos peças de reposição, o que é bom para o técnico. No próximo jogo teremos quatro atletas para nos ajudar e podemos ter uma variação tática. As peças de reposição fizeram a diferença. Jhony e Gabriel Pires jogaram muito bem e os atletas entraram muito concentrado. Na entrada do Salazar, fizemos uma linha de cinco, algo que não treinamos, e os atletas entenderam”, analisou.