Capitão, craque e ídolo inquestionável. Lúcio Flávio teve uma carreira consolidada. No futebol paranaense, consagrou-se com a camisa do Paraná Clube, além de ter tido a chance de, também, jogar no Coritiba.

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Atualmente aos 47 anos e aposentado dos gramados desde 2017, Lúcio viveu, nos últimos anos, muitos desafios profissionais, alguns deles vividos enquanto atleta. Fez um curso de gestão, atuou como comentarista na rádio Banda B e passou a entender, de uma maneira mais minuciosa, o dia a dia do futebol na visão de uma comissão técnica, virando treinador. Em entrevista exclusiva ao Bate Pronto Paraná, da Jovem Pan News, nesta quarta-feira (8), ele revelou como se preparou para fazer a transição entre o gramado e a área técnica.

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“Eu acho que é um dos pontos que o jogador acaba pensando muito. Alguns deixam para depois que acaba a carreira para pensar. Outros, um pouco antes, ali na reta final. Eu, enquanto atleta, fiz um curso de gestão e, depois que parei, fiz os cursos da CBF e criei identificação com aquilo que fazia em campo. Foi uma escolha feliz que eu tive. Eu amo estar no campo, preparando treinos e amo esse desafio”, afirmou.

Nova carreira esbarra em dificuldades

Agora treinador, tem vasta experiência no setor. Foi auxiliar-técnico do Tricolor, comandou o Botafogo e, posteriormente, embalou experiências em outros clubes do Brasil, tais como São Joseense, Aparecidense-GO, Goiatuba e, por último, o Uberlândia, em Minas Gerais. Os dois últimos trabalhos, porém, foram muito curtos. No Goiatuba, por exemplo, ficou apenas um jogo no comando da equipe.

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Porém, a saída mais marcante foi a que ocorreu no Uberlândia, em Minas Gerais. Questionado sobre as trocas rápidas dentro desse mercado, em específico, ele admitiu que o cenário atual é muito diferente (e talvez até pior) do que na época em que ele jogava

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“Esse é o futebol, infelizmente. São vários exemplos que são colocados e que observamos diariamente. Eu fui pro Goiatuba, por exemplo, e fiz só um jogo lá. Ainda assim, consegui um acordo com o Uberlândia e fui pra lá, mesmo em uma situação delicada do time no Campeonato Mineiro. Consegui livrar o time da queda, fomos pra Copa do Brasil onde desafiamos o Retrô e o Maringá. Quando fomos eliminados pelo Maringá, com duas falhas individuais, fui demitido. Esse é a situação atual. Não existiam, na minha época de jogador, tantas trocas como temos hoje”, ressaltou.

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Ele, então, admite: é mais difícil ser treinador do que assumir outras funções dentro do futebol.

“Ser treinador é mais desafiador do que jogar ou falar de futebol, como comentarista mesmo. O jogador recebe as suas informações e busca fazer, no campo, aquilo que você pede pra ele. Essa transmissão de informações e o conhecimento é o grande desafio, pois lidamos com pessoas muito diferentes, com características muito diferentes”, destacou o ex-atleta

Idolatria no Paraná Clube e tristeza pelo atual momento

De todos os times que defendeu na carreira, a maior relação de amor e carinho que tem no futebol é, sem sombra de dúvidas, com o Paraná Clube. Revelado pelo Tricolor, onde jogou entre 1998 e 2001, com um empréstimo ao Internacional pelo caminho, voltou em 2012, já consagrado, e ficou até 2015, quando foi para o Coritiba. Fez parte de times organizados que, por muito pouco, não conseguiu acessos para a Série A do Brasileirão com a equipe paranista.

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A realidade, porém, é muito diferente. Em uma segunda divisão estadual pela terceira vez em quatro temporadas, o Paraná conta com uma SAF e a necessidade de sucesso esportivo para tentar recuperar o espaço perdido dentro do futebol nacional. Durante a entrevista, Lúcio falou sobre o momento do clube e deu a “receita do sucesso” para o futuro.

O Paraná tem um time apaixonado, uma torcida apaixonada. O clube só não morreu por conta deles, dos torcedores. Eles não deixaram que isso ocorra. Eu tenho acompanhado e eles estão com a expectativa alta, muito por conta do tempo que eles não viam o time em campo. Clubes como o Paraná, por mais que tenham passado por uma situação de segunda divisão estadual, têm de estar mais preparados. A gente conhece a história: o time surgiu muito forte, com dinheiro e títulos e, pouco a pouco, foi destroçado. O que precisa fazer é: correr atrás do prejuízo, se fortificar, solidificar a base e tentar se manter. O futebol está muito difícil”, analisou Lúcio Flávio.

Buscando se aproximar da volta para a elite do estadual, o Paraná Clube, já classificado para o mata-mata da Segundona, desafia o Toledo, na próxima sexta-feira (10), às 20h na Vila Capanema.

Lúcio Flávio, ex-jogador do Paraná Clube, em entrevista à rádio Jovem Pan News
Lúcio Flávio admite dificuldades na carreira como treinador. Foto: Tetê Motta/Jovem Pan News

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