Por Pedro Melo com informações de Monique Vilela

Gusso lamentou a derrota logo na primeira fase. (Monique Vilela/Banda B)Gusso lamentou a derrota logo na primeira fase. (Monique Vilela/Banda B)

Tudo que o Paraná não queria, aconteceu na Vila Capanema. O time foi eliminado logo na primeira fase da Copa do Brasil nas penalidades para o Jacuipense, do interior da Bahia, e saiu de campo sob os gritos de “vergonha” da torcida presente. Depois da derrota, o técnico Luciano admitiu que esperava a classificação para dar sequência no trabalho.

Com a eliminação precoce, o Tricolor não só perdeu a vaga, mas também a premiação dada pela CBF para os classificados e Gusso lamentou a perda dentro do gramado e nos cofres do clube. “Não contávamos com esse resultado, trabalhávamos para dar sequência na Copa do Brasil e sabíamos que precisamos ter foco. Perdemos atletas que estavam dentro de uma sequência, principalmente no setor defensivo, mas pensando na Série B é importante e esperávamos dar sequência na Copa do Brasil. Tínhamos consciência da importância para os atletas”, explicou.

Apesar da experiência de Marcos, Cleiton e Lúcio Flávio dentro de campo, o treinador declarou que os jovens jogadores sentiram a pressão de uma partida decisiva. “Apesar de respeitar o adversário a todo o momento, acredito que diante da nossa juventude, principalmente no primeiro tempo, nós sentimos a pressão de um jogo decisivo, mas é assim que atletas mais jovens vão amadurecendo e eles possam crescer com tudo isso. No segundo tempo, tivemos chances, a bola não quis entrar e em um erro defensivo, tomamos um gol. Agora é levantar a cabeça e seguir em frente”, disse.

O revés logo no primeiro duelo é ruim para o Tricolor, mas o técnico salientou que o resultado negativo pode ser importante para o amadurecimento de muitos atletas. “Acredito que tem a ver com o amadurecimento com atletas mais jovens e momentos como esses, infelizmente, acontece uma pressão muito grande e eles acabam sentindo. Não é por isso que não temos atletas de qualidade, mas precisamos de muita paciência e sei que vamos precisar de atletas mais experientes”, afirmou.

Assim como aconteceu nos últimos jogos, o Paraná mais uma vez teve dificuldades dentro de campo e o comandante queixou-se mais uma vez do time não comandar a partida contra o Jacuipense. “Temos tido dificuldades de propor o nosso jogo, não tem a ver com a questão tática, mas sim alguns jogadores precisam tomar decisões no campo e precisamos que a bola fique um pouco mais a frente. Para propor o jogo, precisa ter mais posse para agredir mais o adversário e temos dificuldades mesmo. Espero que os atletas que possam chegar possam ajudar nesse aspecto”, concluiu.