Treinador projeta equipe forte para buscar o acesso (Monique Vilela/Banda B)

Há um mês no Paraná Clube, não demorou muito para o técnico Lisca conquistar o carinho da torcida e o respaldo dos jogadores. Com três vitórias, um empate e uma derrota em cinco partidas, o comandante recolocou o Tricolor na briga pelo G4 da Série B. Em entrevista exclusiva à Banda B, o treinador projeta no jogo a jogo seguir se aproximando para buscar entrar definitivamente na zona de acesso à elite do futebol brasileiro.

“A ideia é pular para a turma do meio de cima e depois chegar na turma da frente. Vamos conseguindo, degrau a degrau. Temos um jogo decisivo na sexta-feira e se nós chegarmos vencermos e formos até os 34 pontos, já nos credenciamos para brigar nas últimas rodadas por algo maior”, afirmou Lisca.

 

E para seguir buscando bons resultados, Lisca celebrou o aumento de opções com o retorno de Vitor Feijão e elogiou o jovem atacante paranista. “Já está treinando desde o início desta semana com o grupo e eu estou gostando bastante do que eu estou vendo. Estava muito tempo parado, tem que voltar ao ritmo de jogo, mas é um menino que eu já tinha algumas informações e que o torcedor gosta muito. É um jogador dinâmico, forte no um contra um, que me agrada a postura e eu acho que pode nos ajudar bastante”, comentou.

Com o Tricolor sendo o melhor mandante da Série B, o treinador elogiou o apoio da torcida para usar a Vila como um combustível a mais pelo acesso. “Torcedor do Paraná está muito legal de ver, a energia e o apoio que eles têm passado para nós. A torcida tem entendido a entrega do time, tem apoiado com os gritos de guerra, com a festa depois do jogo. Vamos ver se conseguimos manter isso, o ambiente de apoio o tempo inteiro. Se o resultado não vier depois, eles podem vaiar. Mas o torcedor está muito legal, estão nos dando um respaldo muito grande e todos estamos nos sentindo muito bem na Vila Capanema”, concluiu.

Confira outros trechos da entrevista com o técnico Lisca:

Chegada em período de irregularidade

“Geralmente quando o treinador chega no meio de uma competição, é que a coisa não está muito boa. Raramente acontece diferente. Aqui aconteceu neste ano, quando o Wagner [Lopes] saiu no meio de um bom trabalho. Mas normalmente pegamos nesta situação. Na minha carreira, a primeira situação como profissional, foi no Brasil de Pelotas, já na zona de rebaixamento. No Náutico também foi assim, no Juventude, Ceará, mas geralmente na oportunidade tem uma dificuldade e temos que fazer deste limão uma limonada”

Retrospecto ruim do Paraná como visitante na Série B

“É como eu digo para os jogadores, ainda bem que é um misto dos dois. Realmente, se olhar, o nosso aproveitamento fora de casa que está deixando a desejar. Com pontuação e saldo de gols, estamos bem em todos. Os números são bons, mas como visitante estamos com dificuldade. Eu falo para os atletas que não entra em campo este retrospecto. Tenho pedido calma para os jogadores, para ter equilíbrio e pontuar, que é importante. Sabemos que se conseguirmos ganhar uns três, quatro jogos fora e manter o aproveitamento em casa, chegamos nas últimas rodadas vivos”

Retorno de Vitor Feijão ao time

“Quando eu posicionei ele, já foi direto para o lado. Dá muita opção de fundo e toda vez que você chega ali, é um problema para o adversário, pois a tendência e a probabilidade de gol é grande. O [Vitor] Feijão é um cara que pode me dar esta opção e temos a necessidade de ter um jogador assim, que rompe as linhas. A minha primeira ideia é usar ele gradativamente e depois que ele for pegando o ritmo, poderá brigar pela posição”

Início nas categorias de base 

“A maior faculdade que eu considero são é a categoria de base. Eu comecei a estudar Educação Física com 17 anos e estagiei no infantil do Internacional. Depois fui contratado para trabalhar no mirim, fui para o infantil e depois trabalhei nos juniores do São Paulo, Grêmio, Fluminense e Juventude. Voltei para introduzir futebol na Ulbra, onde fomos vice-campeões gaúchos de Júnior e profissional. Eu tive 18 anos de base e você aprende muita coisa”

Passagem pelo Internacional em período conturbado

“Eu quase fui trabalhar no Internacional quando o Argel [Fucks] saiu. Teve muita gente que reclamou e levaram o Celso [Roth]. Ele acabou saindo faltando três rodadas e eu fui chamado. Não pude dar as costas para o clube, mesmo tendo gente me dizendo que não deveria ter ir. E o meu aproveitamento foi bom, fiz quatro pontos de nove. O problema não foi ali. E para mim foi um amadurecimento muito grande, pois quando eu cheguei, o clube e os jogadores não acreditavam mais. Eles não tinham condições psicológicas de jogar e eu ao contrário, sempre feliz, no clube que me projetou”

Assista o Jornal da Bola com o técnico Lisca na íntegra: