A decisão final da Assembleia Geral dos Credores para definir o futuro da SAF do Paraná Clube ainda é uma incógnita de quando vai acontecer. Inicialmente, a reunião aconteceria na próxima quinta-feira (6), mas o grupo de credores pediu o adiamento para o dia 19, para ter um prazo maior para analisar as mudanças exigidas no plano de recuperação judicial, algo que foi negada pela juíza Mariana Fowler Gusso, da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba.

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No entanto, embora a Assembleia tenha sido marcada, não significa que ela, de fato, será decisiva. Isto porque os credores poderão colocar em votação a suspensão da reunião, caso achem necessário. Internamente, inclusive, isso é visto como certo por alguns envolvidos.

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Ou seja, o encontro desta quinta-feira pode se tornar meramente formal, para cumprir uma determinação judicial, mas o futuro paranista ser definido apenas daqui duas semanas, quando, aí sim, os credores aprovarão ou não as mudanças que seguirão para o Conselho Deliberativo e para a Justiça.

E a nova proposta pela SAF do Paraná Clube?

O pedido de prorrogação da Assembleia, além de ser um tempo extra para analisar o novo documento da Recuperação Judicial, era visto também para que uma nova oferta pela SAF do Paraná Clube fosse homologada. O interesse, de fato, ocorreu, por parte de um empresário já ligado com o futebol paranaense, mas, não chegou a oficializar a proposta.

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Ainda assim, segundo fontes envolvidas com os credores, existe a possibilidade de nesta quinta-feira (6), o Tricolor apresentar um novo interessado. Caso isso ocorra, a Assembleia poderia tomar novos rumos. Caso contrário, a tendência é uma suspensão diante dos votos e somente no dia 19 acontecer a aprovação ou não do novo plano de Recuperação Judicial.

Vale lembrar que a principal mudança na proposta é a forma de pagamento dos credores, que querem uma garantia de pagamentos das dívidas, sem depender exclusivamente da venda da sede da Kennedy, com Tricolor e a dona da SAF tendo responsabilidade de arcar com a diferença caso a sede social seja vendida por menos de R$ 70,8 milhões.

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Tricolor aguardará desfecho de novos capítulos a respeito da venda da SAF. Foto: Geraldo Bulbniak/AGB