A situação não é das melhores no Paraná. Depois da Copa do Mundo, foram duas derrotas e um empate, além de mais uma crise financeira. O goleiro Juninho admitiu que os atrasos salarias prejudicam o rendimento da equipe, mas que os atletas não podem priorizar este tipo de problema.

“Às vezes também é o cansaço da situação, imagina você trabalhar todo mês e chegar em casa e não ter dinheiro pra te sustentar. Mas a gente não pode priorizar isso, no futebol é normal uma situação como essa. Lógico que a gente como jogador espera que isso se resolva o mais rápido possível”, disse.

Para o goleiro, os resultados ruins não são fruto de uma desmotivação do grupo paranista, mas sim de um conjunto de fatores: “A gente não pode arranjar desculpa, tudo pode ser envolvido, o problema dos atrasos, um pouco menos de foco. Mobilização sempre vai haver, mas nem sempre vai ser do jeito que a gente quer. Não é uma desmobilização, é uma tristeza de você se esforçar, mesmo com as dificuldades, e não estar nada fluindo”.

Autor do único gol de pênalti do Paraná em 2010, em oito cobranças, Juninho não descarta assumir a posição de batedor oficial da equipe, apesar de desconversar um pouco sobre este assunto. “Que pergunta difícil. Lógico que não é a minha vontade, mas ao mesmo tempo a sensação de ter feito um gol é algo muito legal e dá vontade de continuar. Eu vou continuar treinando, mas quem apita é o Marcelo. Eu to preparado, caso não tenha ninguém preparado no momento eu posso ajudar”, afirmou o camisa 1.