Por João Pedro Alves
Fotos de Monique Vilela

Depois de ter largado na Série B do Campeonato Brasileiro com o pé direito com uma vitória fora de casa, o Paraná conheceu seu primeiro revés na competição na noite desta sexta-feira (25) diante do Joinville na Vila Capanema. Se a qualidade não foi o ponto forte, os vários gols compensaram o jogo entre os tricolores. Melhor para os catarinenses, que marcaram três vezes e fizeram a Gralha amargar uma derrota por 3 a 2 mesmo jogando mais que o adversário.

O Paraná volta a ação de olho em uma reabilitação na Série B na próxima sexta-feira (2), novamente às 21h, contra o Santa Cruz no estádio do Arruda, em Recife. Na mesma noite, o JEC recebe o Icasa na Arena Joinville, em Joinville.

Zaga falha e dá susto, mas dobradinha Giancarlo-Paulinho mostra eficiência

A 2ª rodada da Série B colocou frente a frente na Vila Capanema dois tricolores em momentos distintos. De um lado estava o Paraná, que estreou com vitória no nacional e ainda segue vivo na Copa do Brasil. Do outro estava o Joinville, já fora do torneio mata-mata e que na primeira rodada jogou apenas 17 minutos devido àquela manobra jurídica da Portuguesa.

Embalado e empolgado pela boa fase, a Gralha foi a campo com o objetivo de mantê-la e começou a partida tentando impor seu ritmo em meio a um jogo truncado. O time da casa tinha posse de bola, mais presença no ataque, mas faltava eficiência lá na frente. E como no futebol o que vale é colocar a bola lá dentro, esse fator acabou pesando contra. O Coelho catarinense não tinha tanto volume de jogo, mas quando foi à frente marcou seu gol.

A abertura do placar aconteceu aos 10 minutos, quando o ex-atleticano Edigar Junio recebeu o lançamento na frente, passou fácil pela marcação e até pelo goleiro João Ricardo para apenas empurrar a bola para as redes com a meta livre. Mas não parou por aí. Pouco depois, aos 21, Jael foi lançado por cima em mais uma jogada que a defesa paranista não foi bem e bateu bonito, de primeira, para fazer 2 a 0.

Foi um grande susto para a torcida do Tricolor paranaense, que via sua equipe jogar melhor e acabou saindo atrás. Virar o intervalo com uma derrota dessas seria difícil para reverter. A bola tinha que chegar com qualidade lá na frente.

Foi então que uma dupla afinada e entrosada apareceu. O ato inicial de sucesso foi o primeiro gol, aos 31 minutos, quando Paulinho cruzou rasteiro da direita e Giancarlo finalizou para o fundo da meta. O dueto voltou a dar resultado seis minutos depois, desta vez pela esquerda e por cima, com um “chuveirinho” na área que terminou com um cabeceio certeiro do camisa 9 que concretizou o empate.

E poderia ter vindo mais gols ainda no primeiro tempo, já que o jogo era aberto. A vantagem nos últimos movimentos foi do Paraná, que foi em busca da virada, mas a igualdade persistiu.

Novo descuido causa gol do JEC, mas poder de reação do Paraná não funciona

Chegar a um empate da forma que foi na primeira etapa fez o Paraná voltar entusiasmado e com uma postura ofensiva na busca pelo terceiro gol. Mas como se fosse uma replay, isso não foi suficiente e quem marcou foi o Joinville. Novamente com Jael, que mostrou o porquê de ser chamado de “cruel”: em uma cobrança de falta de Saci aos cinco minutos, o atacante testou sozinho para fazer 3 a 2.

Mais uma vez um descuido custou caro para o time da Vila, que era melhor sem saber como aproveitar essa condição para tomar a dianteira do placar. E com a nova desvantagem, não havia outra opção que não fosse forçar mais ainda no ataque para tentar pelo menos chegar ao empate.

Na teoria, ir para cima e impor uma pressão seria meio caminho andado para se chegar ao gol. Na prática, isso significou uma desorganização que dificultou a criação de lances mais agudos. As descidas pelas laterais resultaram em vários cruzamentos na área, mas nada que de fato levasse perigo ao goleiro Ivan.

Enquanto o técnico Claudinei Oliveira mandava o Paraná para frente e pedia mais força ofensiva, a filosofia catarinense era justamente a contrária. Postado lá atrás,o Joinville comandado por Hemerson Maria se contentava em desarmar os avanços paranistas para manter o placar em mãos. E mesmo quando ia para o ataque, ele era sem grande eficácia.

Uma “ajudinha” na busca incessante do Tricolor paranaense foi dada já nos últimos minutos pelo atacante Tartá, que foi expulso direto por um carrinho perigoso em Rodrigo Mann. Com um a mais, os mandantes tinham a possibilidade de explorar a superioridade numérica para chegar aos gols. No entanto, nem isso funcionou e evitou a derrota do Paraná por 3 a 2 na estreia em casa nesta Série B do Brasileiro.

FICHA TÉCNICA
PARANÁ 2 X 3 JOINVILLE

Local: Estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba (PR).
Data: 25 de abril de 2014, sexta-feira.
Horário: 21h.

Paraná: João Ricardo; Rodrigo Mann, Brinner, Anderson Rosa e Breno; Cambará (Rodrigo Celeste), Edson Sitta, Lúcio Flávio (Bismarck) e Juliano Mineiro (Carlinhos); Paulinho e Giancarlo.
Técnico: Claudinei Oliveira.

Joinville: Ivan; Murilo, Bruno Aguiar, Rafael e Bruno Costa; Naldo, Washington (Hygor), Wellington Saci (Tartá) e Marcelo Costa (Franco); Edigar Junio e Jael.
Técnico: Hemerson Maria.

Público pagante: 2.717 pessoas.
Público total: 3.466 pessoas.
Renda: R$ 42.345,00.

Cartões amarelos: Edson Sitta, Carlinhos, Paulinho (PRC). Washington, Bruno Aguiar, Ivan, Naldo, Rafael, Hygor (JEC).

Cartão vermelho: Tartá (JEC).

Gols: Edigar Junio (JEC), aos 10 minutos; Jael (JEC), aos 21 minutos; Giancarlo (PRC), aos 31 minutos e aos 37 minutos do primeiro tempo. Jael (JEC), aos cinco minutos do segundo tempo.