O ex-zagueiro e hoje técnico Ageu Gonçalves participou nesta quinta-feira (5) do programa Balanço Esportivo, da rádio Banda B. Ídolo como jogador no Paraná Clube e agora treinador do São Joseense, o profissional de 53 anos vive a expectativa de comandar o time da região metropolitana de Curitiba na Série D do Brasileirão.
+ Confira todas as notícias do Paraná Clube na Banda B!
“Precisamos honrar com o nosso compromisso. Vamos fazer uma Série D como fizemos o Paranaense, nos doando ao máximo. O primeiro objetivo é se classificar entre os quatro primeiros do grupo. Aí vem os mata-matas e temos que estar muito fortes”, alertou o técnico.
⚽Confira a tabela completa do Brasileirão e os jogos das próximas rodadas!
Na expectativa da divulgação da tabela nos próximos dias, Ageu contou que a preparação já está a todo vapor. Alguns jogadores saíram após a participação no Paranaense, mas o clube já tem trabalhado para montar o melhor elenco possível dentro da capacidade financeira do São Joseense. E nem a saída recente do presidente Marlos tem prejudicado.
“Dentro do nosso trabalho não tem um impacto direto (a saída do Marlos). É uma situação da diretoria, interna, que eles sabem resolver e vão resolver. Nós vamos cuidar mais do elenco”, explicou Ageu.
Paranaense deixou um gostinho de “quero mais”
Na melhor campanha da sua história, o São Joseense ficou em quinto lugar no Paranaense, após ser eliminado nos pênaltis pelo Londrina depois de dois jogos que terminaram em 1×1. O técnico da equipe admitiu que ficou a sensação que dava para ir mais longe.
“Ficou o gostinho que podíamos ir mais para frente. Mas decisão de pênaltis tem um aspecto emocional e naquele momento ficamos um pouco abaixo”, afirmou.
Paraná Clube e a saudade da Vila lotada
Obviamente na entrevista Ageu foi bastante questionado sobre o Paraná, clube em que jogou 347 partidas, sendo o segundo atleta que mais vestiu a camisa paranista na história. Pelo Tricolor, o então zagueiro foi tricampeão paranaense, entre 1995 e 1997, e campeão do módulo amarelo da João Havelange, o equivalente à Série B do Brasileirão, no ano 2000.
“Eu tenho um carinho especial com o Paraná, torço pelo ressurgimento do clube. Ver a Vila Capanema lotada (na estreia da Segundona) dá saudade. A torcida jamais o abandonou”, elogiou o ex-zagueiro, destacando também a torcida do São Joseense no Paranaense, que chegou a colocar mais de seis mil pessoas no Estadual mesmo jogando fora do seu estádio, que está em reforma.
“A nossa época foi vitoriosa, deixamos uma marca na história do clube”, lembra Ageu, que poderia ter sido campeão brasileiro no ano 2000 se a arbitragem de Carlos Eugênio Simon não tivesse prejudicado tanto o Tricolor contra o Vasco, nas quartas de final.
“Eliminamos o Goiás, que vinha forte, fizemos um bom jogo com o Vasco e poderíamos ter feito a final com o São Caetano”, lamentou.
