O ex-zagueiro e hoje técnico Ageu Gonçalves participou nesta quinta-feira (5) do programa Balanço Esportivo, da rádio Banda B. Ídolo como jogador no Paraná Clube e agora treinador do São Joseense, o profissional de 53 anos vive a expectativa de comandar o time da região metropolitana de Curitiba na Série D do Brasileirão.

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“Precisamos honrar com o nosso compromisso. Vamos fazer uma Série D como fizemos o Paranaense, nos doando ao máximo. O primeiro objetivo é se classificar entre os quatro primeiros do grupo. Aí vem os mata-matas e temos que estar muito fortes”, alertou o técnico.

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Na expectativa da divulgação da tabela nos próximos dias, Ageu contou que a preparação já está a todo vapor. Alguns jogadores saíram após a participação no Paranaense, mas o clube já tem trabalhado para montar o melhor elenco possível dentro da capacidade financeira do São Joseense. E nem a saída recente do presidente Marlos tem prejudicado.

“Dentro do nosso trabalho não tem um impacto direto (a saída do Marlos). É uma situação da diretoria, interna, que eles sabem resolver e vão resolver. Nós vamos cuidar mais do elenco”, explicou Ageu.

Paranaense deixou um gostinho de “quero mais”

Na melhor campanha da sua história, o São Joseense ficou em quinto lugar no Paranaense, após ser eliminado nos pênaltis pelo Londrina depois de dois jogos que terminaram em 1×1. O técnico da equipe admitiu que ficou a sensação que dava para ir mais longe.

“Ficou o gostinho que podíamos ir mais para frente. Mas decisão de pênaltis tem um aspecto emocional e naquele momento ficamos um pouco abaixo”, afirmou.

Paraná Clube e a saudade da Vila lotada

Obviamente na entrevista Ageu foi bastante questionado sobre o Paraná, clube em que jogou 347 partidas, sendo o segundo atleta que mais vestiu a camisa paranista na história. Pelo Tricolor, o então zagueiro foi tricampeão paranaense, entre 1995 e 1997, e campeão do módulo amarelo da João Havelange, o equivalente à Série B do Brasileirão, no ano 2000.

“Eu tenho um carinho especial com o Paraná, torço pelo ressurgimento do clube. Ver a Vila Capanema lotada (na estreia da Segundona) dá saudade. A torcida jamais o abandonou”, elogiou o ex-zagueiro, destacando também a torcida do São Joseense no Paranaense, que chegou a colocar mais de seis mil pessoas no Estadual mesmo jogando fora do seu estádio, que está em reforma.

A nossa época foi vitoriosa, deixamos uma marca na história do clube”, lembra Ageu, que poderia ter sido campeão brasileiro no ano 2000 se a arbitragem de Carlos Eugênio Simon não tivesse prejudicado tanto o Tricolor contra o Vasco, nas quartas de final. 

“Eliminamos o Goiás, que vinha forte, fizemos um bom jogo com o Vasco e poderíamos ter feito a final com o São Caetano”, lamentou.

Técnico Ageu falando no microfone da Banda B
Técnico Ageu deu entrevista na rádio Banda B. Foto: Gabrielle Lima/Banda B