Renato Secco, ex-preparador de goleiros do Paraná. Foto: Reprodução

Afastado há seis anos do futebol profissional, o ex-treinador de goleiros do Paraná Clube, Renato Secco, afirma que, durante a paralisação gerada pelo surto do novo coronavírus, os goleiros são os atletas que mais sofrerão sem poder treinar com bola e com os companheiros de equipe. Perde de potência, agilidade e ‘tempo de resposta’ estão entre os maiores problemas desses jogadores nesta quarentena.

Em entrevista à Banda B, Secco, que trabalhou por dez anos na Vila Capanema, analisa qual será o impacto da falta de atividades nas primeiras semanas de retorno do futebol brasileiro. “Mesmo que sejam feitos os exercícios em casa, não é a mesma coisa. É um momento que nunca ninguém viveu na sua carreira. Para o goleiro, é ainda pior”, revelou o profissional.

O ex-preparador do Paraná, entre os anos de 2004 e 2014, trabalhou junto de ídolos paranistas, como os goleiros Flávio e Marcos, além de ter ajudado a revelar atletas como Thiago Rodrigues, Luis Carlos e Gabriel, pratas-da-casa do Tricolor.

Agora, como personal trainer, ele avalia que os goleiros do Trio de Ferro, que começaram suas pré-temporadas depois dos demais clubes paranaenses, sofrerão mais após o retorno das atividades.

“Nem digo na na questão física, porque nisso ele consegue manter como os jogadores de linha, mas o dia-a-dia com a bola, as noções de tempo e espaço são prejudicadas. Eles sofrerão no início, nas primeiras semanas, principalmente os goleiros da capital. Os arqueiros do interior, que começaram suas preparações meses antes, devem estar mais preparados para a volta dos jogos”, acrescentou Renato Secco.