Em 1999, o Campeonato Brasileiro foi parar na Justiça por conta do caso evolvendo o jogador Sandro Hiroshi, do São Paulo – explicamos mais adiante ao final da reportagem – e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não pôde organizar o Brasileirão do ano 2000. Então os clubes de organizaram fizeram a Copa João Havelange. Por conta da politicagem, o Paraná Clube caiu em grupo que seria como uma segunda divisão: o chamado módulo amarelo. Mas o campeão, vice e mais o terceiro colocado deste módulo iriam encontrar em uma mata-mata os times da elite, além do campeão da terceirona.

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Foi na Copa João Havelange que o nosso personagem de hoje se destacou vestindo a camisa do Paraná Clube. No dia 18 de novembro de 2000, aos 41 minutos do segundo tempo, o volante Fredson fechou o placar de 3 a 1 sobre o São Caetano e a torcida do Tricolor saiu às ruas para comemorar o último título nacional do time, quando venceu o módulo amarelo da Copa Havelange.

O título é considerado simbólico, pois a competição não previa premiação para as finais dos módulos e nem desclassificação, como mostrou a chegada do São Caetano até a final com o Vasco.

O Paraná Clube também seguiu, chegou às quartas de final tirando o Goiás e foi desclassificado pela própria equipe carioca. 

Jogos contra os galáticos da Espanha

Ronaldinho Gaúcho, Zidane, Messi, Beckham, Deco, Ronaldo Fenômeno, Eto’o, Roberto Carlos. Da lista dos grandes astros que marcaram época e passaram pelo futebol espanhol na década passada, poucos foram os que Fredson não enfrentou.

Ele fez história com a camisa do Espanyol e foi campeão na Espanha, quando ganhou o título na Copa do Rei na temporada 2005/2006 pelo clube catalão.

Outros clubes no Brasil

Fredson passou pelo São Paulo Goiás, Avaí, Cuiabá, Iporá-GO, Vila Nova-GO e encerrou a carreira no Ceilândia, do Distrito Federal, já sem repetir o futebol mostrado no auge e sobrecarregado pelas consequências da lesão no joelho. 

O caso Sandro Hiroshi

Toda a polêmica começa quando o ano de nascimento de Sandro Hiroshi foi alterado para 1980, para que ele pudesse disputar um campeonato da categoria conhecida como dente de leite no ano de 1994. O grave ocorrido acabaria passando batido pelo Tocantinópolis, clube que o revelou, se a equipe não tivesse pedido aquele valor de “futura venda” pela ida de Hiroshi para o Tricolor Paulista, uma vez que era o time formador. Foi justamente nesta tal solicitação, que fez com que toda esse assunto da falsificação de documentos viesse a discussão.

Além de tudo, o São Paulo acabou sendo prejudicado por conta de perda de pontos, já que usou o jogador de maneira irregular na goleada por 6×1 aplicada em cima do Botafogo e no empate em 2×2 diante do Internacional. Assim que o Alvinegro e o Colorado ficaram sabendo de todo o imbróglio, solicitaram que seus pontos perdidos fossem recuperados nestes jogos com o time da capital paulista. Consequentemente, a Comissão Disciplinar do TJD deu o ganhou de causa para o time carioca e à equipe gaúcha. O Botafogo somou os três pontos, se livrando do rebaixamento e empurrou o Gama para a segunda divisão. E o Inter, ganhou os dois pontos pedidos.

Com isso, o time do Distrito Federal, descontente com toda aquela situação de devolução de pontos, foi a Justiça Comum contra a CBF, organizadora do Campeonato Brasileiro. O Gama teve sucesso com a sua ação e todo o processo fez com que a CBF não pudesse fazer nada com relação a edição seguinte da sua principal competição nacional. No final, o Clube dos Treze criaram a Copa João Havelange.

Com toda a polêmica encerrada, o jogador foi punido pelo Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por 180 dias e ainda teve de responder por falsidade ideológica à Justiça Comum. Mesmo com o atleta afastado, o São Paulo continuou pagando o salário de Hiroshi e também ajudou com apoio psicológico. Quando retornou aos gramados, ainda jogou pelo Tricolor até 2002, mas não conseguiu ter boas atuações pelo time do Morumbi.

Fredson - Paraná Clube
Fredson, que defendeu o Paraná Clube, foi destaque em clubes da Europa Foto: Divulgação

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Lembra dele? O volante do Paraná Clube na conquista da Copa João Havelange

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