Foto: Monique Vilela/Banda B

A expansão do coronavírus pela Europa ainda impede que várias pessoas retornem aos seus empregos, o que não é diferente no mundo do futebol. O curitibano João Basso, de 23 anos, é zagueiro do Arouca, de Portugal, e segue ‘trancado’ em casa, a espera de que a rotina no país volte ao normal. Desde a semana passada, as atividades no Campeonato Português seguem suspensas e o país decretou ‘estado de emergência. Portugal já registrou 23 mortes e mais de 2 mil casos da nova doença.

Em entrevista exclusiva à Banda B, o jogador formado nas categorias de base do Paraná Clube contou sobre a rotina após a quarentena. Ele está no país desde agosto de 2016, quando foi negociado ao Estoril. “Foi uma mudança muito complicada. Tudo começou a ficar muito grave no país e descobrimos, durante um treino, que o campeonato havia sido paralisado. No mesmo dia, o Ministério da Saúde pediu que até os treinamentos fossem suspensos”, afirmou o zagueiro.

Quarentena

Desde os 19 anos na Europa, Basso explica que nunca vivenciou nada parecido com o que Portugal tem enfrentado nas últimas semanas. “Está tudo fechado. As crianças não vão para as escolas e os únicos estabelecimentos que funcionam são as farmácias e os mercados e, mesmo assim, há uma entrada controlada nesses comércios”, revela o atleta. “Está todo mundo em casa, esperando que isso passe”.

Sem poder ficar parado, Basso também conta que tem se exercitado em casa, para manter a forma física.”Não sabemos quando vamos voltar, então não dá pra ficar parado. Treino em casa todos os dias e faço exercícios que o clube repassou, além de correr para manter o físico”, admite.

O zagueiro também admite que acompanha regularmente o clube que o revelou. No Tricolor, Basso disputou 22 partidas entre os anos de 2015 e 2016. “Tenho muitos amigos que ainda jogam no Paraná Clube e, sempre que posso, vejo os jogos. Minha mãe e meu pai estão sempre na Vila Capanema”, finalizou.