Tiago Cetolin, fisiologista do Paraná. (Felipe Dalke/Banda B)

Ainda no aguardo de uma autorização da Secretaria da Saúde, o Paraná criou um protocolo para a volta aos treinamentos. Em entrevista à Banda B, o fisiologista Tiago Cetolin explicou que o clube montou uma estratégia para os treinos na Vila Capanema e também no CT Ninho da Gralha.

“A gente fez juntamente com os nossos médicos e outros especialistas um protocolo para a volta aos treinamentos tanto na Vila Capanema, como no CT. Tudo baseado no que os outros clubes montaram, com a ideia de evitar aglomeração em primeiro momento e todos os processos necessários neste primeiro momento. A gente colocou isso como um documento e de forma pedagógica para que todos entendam o processo. Não adianta apenas os jogadores e a comissão técnica entenderem. A gente espera uma resposta da Secretária de Saúde para conseguir trabalhar e precisa ser prudente neste caso”, declarou Cetolin.

O fisiologista ainda ressaltou algumas medidas que serão tomadas pelo Paraná na volta às atividades e a necessidade que todos estejam preparados para cumpri-las. “Um exemplo peculiar é a distância entre os carros, higienização e treinamentos separados. São coisas importantes neste primeiro momento. É um cuidado não apenas em relação à higienização, mas também para o treinamento deles para esse protocolo. É um momento ímpar”, disse.

Como os jogadores estão sem treinos presenciais desde a metade de março, Cetolin afirmou que ainda não tem como cravar o período necessário de treinamentos antes do retorno aos jogos. “Tudo depende como eles terminaram a temporada antes da pandemia e como eles vão se apresentar. Por mais que se cuidem, tenham feito atividades em casa, tem efeitos negativos. A partir dessas informações e quando os atletas retornarem, a gente tem que avalia-los. Pode ser que a gente precise de 15, 30 dias. Vai depender muito de como os atletas vão chegar”, comentou.

“É uma situação ímpar e tem que ver se teve uma situação muito negativa ou conseguiram se manter. Acredito que vai ter uma situação negativa pelo tempo inativo. Se olharmos os noticiários de algumas ligas que voltaram, tivemos seis, oito lesões [na Alemanha]. Vamos ter dificuldades para coloca-los em forma. Se não me engano, os jogos vão ser com intervalo de 48 horas e vai ser uma demanda muito grande”, complementou.

Uma medida para evitar um prejuízo maior para os jogadores é o aumento para cinco substituições em cada partida. Para o fisiologista, a medida é importante para que os atletas aguentem a maratona de jogos no retorno do futebol brasileiro. “Muito bom que isso tenha sido aceito. Quando começarem as competições, os intervalos vão ser curtos. Pode ser que os atletas não recuperem e tenha uma queda no aspecto físico e técnico. Vai ser muito importante para que evite lesão e tenha os atletas disponíveis para jogarem por mais minutos”, falou.