Beto (ao centro) foi um dos principais nomes do Coritiba na Libertadores de 2007. (Geraldo Bubniak/AGB)

O Paraná disputou a Libertadores pela primeira e única vez em 2007. No dia 10 de maio, ou seja, há 13 anos, o Tricolor encerrava a sua participação com o empate em 1 a 1 diante do Libertad, em Assunção, no Paraguai. Em entrevista à Banda B, o ex-volante Beto Amorim relembrou como o time paranista surpreendeu desde a fase prévia.

“Nós sabíamos da responsabilidade que teríamos em representar o clube na competição. É a competição que todos os clubes brasileiros querem disputar e é o caminho para o ápice que é ser campeão do mundo. A Libertadores é diferente, tem um glamour por trás e foi fantástico representar o Paraná. Teve vários cenários que foram interessantes naquela época. O Paraná era visto como peixe fora d’água e talvez nem fosse passar da fase prévia. Fizemos uma preparação legal chefiada pelo Zetti e passamos para a fase de grupos”, contou.

Depois de eliminar o Cobreloa na fase prévia, o Paraná ficou em segundo lugar no grupo com Flamengo, Real Potosí, da Bolívia, e Maracaibo, da Venezuela. “Entramos de verdade na competição com Flamengo, Real Potosí e Maracaibo. Nós ficamos em segundo lugar por conta das derrotas para o Flamengo, mas foram dois jogos de igual para igual, principalmente em casa”, falou o ex-jogador.

A queda na Libertadores aconteceu nas oitavas de final para o Libertad, no Paraguai. O Tricolor perdeu em casa por 1 a 0 e empatou em Assunção por 1 a 1. Beto lamentou as chances perdidas para conquistar a classificação, mas afirmou que o grupo saiu da competição de cabeça erguida.

“Nós tivemos chances de passar [para as quartas]. Perdemos em casa por detalhes e acreditávamos que poderia reverter o resultado no Paraguai. Tivemos chances para vencer o jogo e levar para os pênaltis, mas não foi o que aconteceu. O grupo se dedicou ao máximo, entendeu a importância da competição e saiu da competição com a cabeça erguida”, afirmou o ex-volante.

Da Libertadores para a Série B

No mesmo ano da disputa da Libertadores, o Paraná foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. O elenco sofreu diversas mudanças e apenas dois jogadores do time da Libertadores estiveram em campo na última rodada do Brasileirão contra o Vasco: o volante Goiano e o atacante Josiel.

Para Beto, uma série de detalhes fez com o Paraná tivesse uma queda brusca de desempenho durante a temporada. “Se pegar o time da Libertadores e a última competição do ano, não vai ter um ou dois jogadores. A gente perdeu o Henrique Dias, que não renovou contrato, o Gérson e o Xaves foram emprestados para o Atlético-MG. Tivemos a saída de diversas peças e ainda tivemos alterações por problemas extracampo”, disse.

“Fomos perdendo algumas peças importantes no decorrer do ano por lesão. Com a queda na tabela foi batendo o desespero e chegou o momento que a gente não tinha mais força. Eu fui dos atletas que se lesionou faltando 10 rodadas e acreditava que a gente não iria cair naquele ano. Sempre era a situação que a gente dependia do elenco, que perdeu força durante o ano”, acrescentou o ex-volante.