
Minutos antes da bola rolar na Vila Capanema, o goleiro Lucas Wingert soube que iria jogar diante do Azuriz, na noite de quarta-feira (26). Titular na primeira rodada do Estadual, Gabriel Leite sentiu uma lesão e foi vetado, abrindo espaço para um velho conhecido da torcida entrar em campo.
Revelado pelo Internacional, Wingert integrou o elenco tricolor no primeiro semestre do ano passado, mas se transferiu na sequência do ano para o Grêmio Prudente-SP. Com o fim do seu empréstimo com o time paulista e do seu vínculo com o Colorado, ele não pensou duas vezes em voltar ao Paraná.
“Entraram em contato comigo, contrato lá acabando e me ofereceram essa oportunidade. Conhecendo a infraestrutura do clube, o pessoal que trabalha no clube, foi fácil aceitar na hora”, declarou o arqueiro após a vitória por 2 a 1 sobre o Azuriz.
Se no primeiro tempo ele não teve trabalho, na etapa final Wingert teve de mostrar as suas credenciais, algo que ele fez em pelo menos dois lances claros, em bolas paradas do Azuriz, garantindo o zero no marcador (o gol dos visitantes veio apenas em um pênalti, na parte final da partida).
“Já sabia que era um time bom na bola parada, estava bastante preparado para isso (…). Foi posicionamento e concentração, estar no lugar certo na hora certa”, definiu sobre suas importantes defensas em favor da vitória paranista na Vila.
O triunfo, aliás, serve como “injeção de ânimo” para todo o elenco, de acordo com o goleiro. Para quem estava nas arquibancadas, ficou uma boa impressão e Wingert crê que o jogo possa ter sido uma espécie de cartão de visitas sobre quem será o Paraná neste ano.
“Essa vitória é uma injeção de ânimo para todos nós, vai dando corpo para a equipe, estamos nos conhecendo. Vai montando a nossa equipe e dizendo qual é a cara do Paraná para esse ano”, acrescentou.
Embora tenha lamentado a lesão de Leite, Wingert espera ter plantado a dúvida na mente do técnico Jorge Ferreira sobre quem deva ser o dono da camisa 1 do Tricolor. “Acredito que todos que venham vêm com o pensamento de jogar. Nem sempre a mesma foto de quem começa o ano é aquela que termina. Está na mão do Jorge agora”, concluiu.