Foto: Geraldo Bubniak/AGB

Mesmo com passagens meteóricas pelo Paraná, o meia Dinelson marcou seu nome na Vila Capanema. O jogador, que chegou com status de ‘camisa 10’ em 2007, durante a disputa da Copa Libertadores, fez parte do elenco que foi eleito pela ‘International Federation of Football History & Statistics’ como o ‘Melhor Time do Mundo’ em fevereiro daquele ano, após um bom início no Paranaense e no torneio continental.

Em entrevista à Banda B, o ex-atleta, que se aposentou no ano passado, relembrou sua primeira passagem no Tricolor, em que disputou nove partidas e anotou dois gols. “Foi um começo muito bom. Desde a chegada, eu tive muita vontade de vir para o Paraná e foi bem positivo. Acredito que meu desempenho foi o melhor da minha carreira, com gols, assistências e participação durante o jogo”, afirmou Dinelson.

Mas, apesar de um começo animador, aquela temporada terminaria com graves sequelas, tanto para o Tricolor, quanto para o seu camisa dez. De líder do Brasileirão, o Paraná se viu rebaixado para a Série B ao fim daquela temporada, já Dinelson enfrentaria uma grave lesão no joelho, que o acompanharia até o fim de sua carreira.

“Fomos do céu ao inferno muito rápido. Comecei muito bem, voltei para o Corinthians e tive essa lesão. Não disputei o Brasileiro pelo Paraná, mas vi que muitos jogadores saíram, como o Gerson, o André Luiz que se lesionou, o Xaves e até o Zetti, que era o técnico, foi embora após a Libertadores. Essas inúmeras mudanças, na minha visão, foram a chave do insucesso do clube naquele campeonato brasileiro”, analisou o ex-meia.

Aposentadoria

Hoje com 34 anos, Dinelson tem se dedicado à carreira de empresário e pretende investir também na área de gestão esportiva. Com um olhar mais experiente, ele aconselha outro jogador paranista, que também sofre com as constantes lesões: Guilherme Biteco, que assinou recentemente um novo contrato com o Tricolor.

Biteco

“Eu costumo dizer que o meu maior título foi a recuperação dessa primeira cirurgia no joelho, aos 23 anos. Todos os problemas que eu tive depois foram consequências dela, e voltar a jogar em alto nível foi o meu maior orgulho. Não me arrependo de nada. No caso do Biteco, eu o conheço pessoalmente e torço muito por ele. É um excelente jogador e, assim que se recuperar, vai perceber que todo o esforço valera a pena”, finaliza.