Por ampla maioria dos votos, a Assembleia Geral dos Credores, realizada nesta quarta-feira (11), aprovou, definitivamente, o terceiro modificativo do Plano de Recuperação Judicial (PRJ) do Paraná Clube. Desta forma, a venda da SAF, enfim, poderá sair do papel.

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Na teoria, este modificativo já havia sido aprovado em dezembro de 2025. No entanto, por uma determinação da juíza da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba. Mariana Fowler Gusso, foi necessária esta nova reunião, para que o número represente mais do que a metade do valor do crédito sujeito à Recuperação Judicial, e não da metade do valor de cada classe.

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Diferentemente das outras assembleias, o encontro desta quarta foi definido rapidamente, com um total de 111 votos favoráveis ao modificativo e apenas 15 contrários, além de quatro abstenções. Como em todas as classes de credores – trabalhista, quirografário e microempresa – houve a maioria absoluta e o plano dará continuidade.

Próximos passos do Paraná Clube

Agora, o Tricolor aguarda apenas o aval da Justiça para que a SAF seja homologada. A partir disso, o Paraná Clube se torna oficialmente uma empresa, que será gerida pela Next Play.

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A negociação durou mais de um ano, com várias idas e vindas, com a empresa que adquiriu o clube desistindo do negócio em meio às exigências do Comitê de Credores. Após novas conversas, e o surgimento do Banco Genial, que irá comprar a sede da Kennedy e quitar as dívidas, o acordo foi firmado.

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Porém, ainda há as questões burocráticas e extracampo. Após a homologação judicial, haverá um prazo de 60 dias para que o leilão da Kennedy aconteça e o Banco Genial, principal interessado, vire dono do terreno.

A venda do terreno da sede social paranista é fundamental na continuidade, uma vez que irá quitar todas as dívidas com os credores, algo em torno de R$ 60 milhões, que serão quitados em um prazo de dez anos. E a negociação só será liberada mediante a SAF sair do papel.

Clube já é gerido por parceiro

Porém, independentemente da questão judicial, o Paraná Clube já vem trabalhando no formato SAF. Antes mesmo de todo o imbróglio com credores, o Tricolor já vinha sendo comandado por Pedro Weber, responsável pela montagem de elenco e comissão técnica para 2026 e também em melhorias estruturais, como a reforça da Vila Olímpica do Boqueirão, que se tornou o CT paranista.

Tanto é que, mesmo ainda pendente desta nova assembleia, no dia 19 de dezembro o Paraná tinha anunciado o acordo de venda da SAF, por entender que o plano modificativo seria aprovado. Foi uma forma de acelerar o processo para que o futebol não sofresse e o time pudesse entrar na Segundona na luta pelo acesso.

Vila Capanema, estádio do Paraná Clube
SAF do Paraná Clube pode, enfim, ser homologada. Foto: Geraldo Bubniak/AGB