Allan Aal admitiu atuação ruim do Paraná contra o CSA. (Geraldo Bubniak/AGB)

Após a goleada sofrida pelo Paraná para o CSA por 4 a 0, o técnico Allan Aal admitiu que foi a pior atuação do time paranista na temporada e tratou de pedir desculpa aos torcedores pela atuação muito abaixo da média.

“A gente tem que se desculpar com o torcedor. Foi a pior atuação do ano que a gente teve. Se for pontuar o que deu de errado, vai faltar tempo para a entrevista. Não estivemos nem próximo da atitude que vínhamos tendo. São situações que ficam praticamente inexplicáveis. É procurar levantar a cabeça e que sirva mais de exemplo para nos fortalecer do que da dor da derrota que não passava na cabeça de ninguém”, afirmou Aal, em entrevista à Banda B, direto de Maceió.

O Tricolor teve um início melhor que o CSA, mas sofreu três gols em apenas 15 minutos. O treinador destacou que o momento ruim no primeiro tempo desestabilizou a equipe para o restante da partida. “No primeiro ataque do CSA, a gente não se organizou e não teve competitividade nem estabilidade para se organizar rapidamente. Por incrível que pareça nós levamos dois gols em dois contra-ataques. Depois dos gols, a gente se desestabilizou e refletiu não apenas no placar, mas na nossa atuação”, comentou.

Quatro mudanças no intervalo

No intervalo da partida, o Paraná mudou quatro jogadores em busca de uma reação da partida. Aal explicou o motivo para realizar quase todas as substituições de uma vez e lamentou o gol sofrido ainda no começo do segundo tempo. “São situações que a gente tem que procurar equilibrar a equipe e não deixar desestabilizar ainda mais a equipe. Era uma situação que abrimos de um volante e colocamos mais um meia para tentar uma reação, sabendo que a gente iria se expor. Nós procuramos também reagir o mais rápido possível, mas tomamos mais um gol no segundo tempo por desatenção e isso acaba refletindo nos jogadores que entraram com ânimo novo”, disse.

Desentendimento com Bruno Gomes

Durante o segundo tempo, Aal e o atacante Bruno Gomes tiveram uma discussão na beira do gramado. “A confiança não pode ser confundida com apatia. A minha cobrança em cima dele e em todos os jogadores é natural não só durante os jogos, mas no dia a dia. A partir do momento que a gente procura uma justificativa, alguma coisa estava errada. Essa foi a minha irritação e conversei com ele logo em seguida. Nós temos que assumir a responsabilidade dentro e fora de campo”, explicou o treinador.