A novela sobre o empréstimo do Couto Pereira ao Atlético ganhou mais um capítulo no fim da tarde desta sexta-feira. O departamento jurídico do Coritiba entrou com um mandado de garantia junto ao Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) para tentar impedir o Atlético de mandar seus jogos no estádio alviverde.
Após analisar o caso, o presidente do TJD-PR, Peterson Morosko, acatou o pedido e concedeu liminar favorável ao Verdão. Com isso, o Atlético está temporariamente impedido de atuar no Couto Pereira até que a situação seja melhor analisada pelo tribunal.Morosko disse que a FPF terá três dias para se pronunciar sobre o caso, já que foi a entidade quem decretou que o Coxa deveria emprestar seu estádio ao rival.
“O Coritiba entrou com um mandado de garantia contra a decisão da FPF de impor o empréstimo do Couto Pereira. A liminar anula o ato da FPF. É uma liminar que pode ser derrubada a qualquer momento. A FPF tem 3 dias para se pronunciar e aí vamos reavaliar essa liminar”, afirmou Morosko, em entrevista à rádio Banda B. “A FPF pode solicitar os estádios, mas isso em casos esporádicos e não em todo o campeonato.O estádio tem que ser utilizado pela Federação e não por um de seus filiados. A FPF está distorcendo o artigo de seu regulamento”, completou.
No mandado de garantia, o Coritiba apoia-se no artigo 88 do CBJD, que fala em abuso de poder de alguma autoridade desportiva.Além disso, alega ter laudos que comprovam que o gramado do Couto Pereira não pode ser utilizado para mais de um jogo por semana.O mandado de garantia, assinado por Peterson Morosko, diz ainda que a FPF está violando os direitos de seu filiado, no caso o Coritiba.
A Banda B teve acesso na íntegra ao mandado de garantia. Clique aqui para ler a página 1, a página 2 e a página 3.