Coritiba. (Divulgação/Coritiba)

O Conselho Deliberativo do Coritiba definiu que os sócios vão definir sobre a manutenção ou adiamento das eleições do clube. Originalmente, a eleição para definir o próximo presidente do Coxa pelo triênio 2021-2023 é em 12 de dezembro. Porém, na semana passada, um grupo de mais de 30 conselheiros pediu uma reunião extraordinária para discutir o adiamento. A nova data para o pleito, caso aprovada, será 06 de março de 2021.

Em entrevista à Banda B, o presidente do Conselho Deliberativo do Coritiba, Marcelo Licheski, explicou o motivo para marcar uma assembleia geral de sócios, de maneira virtual. “É uma votação onde será oportunizado ao sócio qual data ele entende ser melhor para as eleições. Essa foi a forma mais democrática da minha decisão. O próprio sócio vai fazer a escolha do Conselho Administrativo e Deliberativo, seja em dezembro ou em março”, comentou.

“A outra maneira seria uma Assembleia Extraordinária dentro do Conselho. Ela não foi escolhida para oportunizar o sócio a sua efetiva participação no processo eleitoral, seja escolhendo a data e o G5. Todos participam e os conselheiros, como sócios, também vão participar”, acrescentou Licheski.

Motivos para a mudança de data

De acordo com o pedido das conselheiros, um dos motivos para o pedido do adiamento é justamente a mudança no calendário devido à pandemia da Covid-19. “A inesperada ocorrência causada pelo vírus Sars-CoV-2 resultou na alteração das mais diversas relações de natureza contratual, econômica, fática, desportiva, etc”.

“Além dos impactos causados diretamente nos contratos firmados pelos atuais gestores do Clube – muitas delas findando em 31 de dezembro de 2020 – as competições experimentaram uma forçada mudança de calendário, em especial, a disputa do Campeonato Brasileiro de 2020, cuja data prevista para término (fevereiro de 2021) poderá causar danos irreversíveis à instituição (como um novo e indesejado rebaixamento à Série B por conta de vínculos contratuais de atletas, comissão técnica e funcionários findados em dezembro de 2020 e não renovados para a devida continuidade da disputa) na hipótese de alteração do Conselho Administrativo do Clube como consequência da manutenção das eleições para dezembro de 2020”, diz parte do pedido.

Outros argumentos são a situação financeira ruim do Coritiba e até mesmo o interesse dos potenciais candidatos a presidência do Conselho Administrativo em não realizar a eleição durante o Campeonato Brasileiro. Todos querem evitar que “os interesses da instituição não sejam direta ou indiretamente afetados por conta de uma disputa eleitoral em plena participação no dificílimo Campeonato Brasileiro”.