Coritiba estuda possibilidades para quando retornar aos treinamentos. (Divulgação/Coritiba)

O Coritiba ainda não definiu a data precisa do retorno dos jogadores e das comissões técnicas por conta da pandemia da covid-19, a doença causada pelo coronavírus. Entretanto, membros do Centro de Excelência no Esporte do Coritiba (CEECOR) debateram as possibilidades de volta aos treinamentos dos atletas das categorias de base da equipe profissional.

O coordenador de performance alviverde, Adriano Tambosi, o médico Milton Nagai, o fisiologista Luiz Novack e o preparador físico Anderson Gomes se reuniram em uma conferência online para avaliar as linhas de trabalho. Qualquer definição será feita baseada nas indicações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Segundo o coordenador de performance, o Coritiba também observa protocolos de países que já retornaram aos treinamentos. “Estamos baseados naquilo que vem sendo apontado pela CBF,  em discussões constantes dos médicos do clube e alguns protocolos que já saíram, como por exemplo da Liga Portuguesa, que são estratégias de retorno aos treinos e das atividades gradativas dos atletas”, explicou.

A proposta do Coritiba seria uma liberação gradual em três fases. A primeira fase com treinamentos mais isolados e individualizados. Em seguida, treinos com alguns contatos e a terceira fase com a liberação dos total das atividades. “Discutimos inúmeros pontos relacionados a todos os cuidados com a saúde dos atletas e membros que participariam destes treinamentos. Quais estratégias teríamos que adotar desde a chegada dos profissionais ao Centro de Treinamento, como seriam feitas as triagens pelos médicos do clube a qual todos passariam. Já nessa triagem definíssemos se o atleta ou membro da comissão teria condição de participar do treino”, comentou Tambosi.

Além disso, o Coritiba também se preocupa com as questões higiênicas. “Como faríamos com relação a logística do atleta ter seu próprio material de treino? Levaria sua roupa para casa e tomaria seu banho em casa, evitando assim qualquer risco. Enfim, há uma quantidade enorme de aspectos que estamos cuidando. Se forem preciso algumas alterações, tomando todos os cuidados possíveis assim faremos”, acrescentou Tambosi.