Apenas três dias depois de empatar em 3×3 com a Chapecoense, quando vencia por 3×1 até os 45 do segundo tempo, o Coritiba se viu em um cenário muito parecido. O time abriu 2×0 em cima do Operário, no Germano Kruger, mas sofreu dois gols em um intervalo de menos de dez minutos e ficou no 2×2 pelo confronto de ida das semifinais do Campeonato Paranaense, no último sábado (14).

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No entanto, apesar das semelhanças – na construção do placar e na decepção final -, o técnico Fernando Seabra acredita que as partidas mostraram uma evolução defensiva do Coxa. Segundo o treinador, na Arena Condá o Alviverde sofreu com o ataque adversário o tempo todo, enquanto em Ponta Grossa a equipe fez um primeiro tempo muito positivo, mas não manteve o ritmo nos 45 minutos finais.

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“O contexto do jogo tem algumas diferenças em relação ao da Chapecoense. Lógico que o histórico de ter dois gols à frente no segundo tempo e tomar o empate é semelhante, mas a Chapecoense teve volume e nos trouxe perigo desde o começo do jogo, onde tivemos pouco controle defensivo. Hoje eu entendo que o primeiro tempo foi o nosso melhor jogo defensivo. Tivemos uma evolução nesse sentido, permitindo poucas oportunidades, mas tendo muitas recuperações”, analisou o comandante coxa-branca.

Técnico lamenta Coritiba não ter matado os jogos

Por outro lado, Seabra ressaltou que o Coritiba cometeu o mesmo erro nos dois jogos: não ter definido a partida quando teve a oportunidade. Tanto contra a Chape, como contra o Fantasma, o Coxa teve chances de abrir três gols de vantagem, mas não aproveitou e sofreu as consequências.

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Para o técnico, isso precisa ser aprimorado, justamente para evitar situações como essas, que acabaram tirando pontos importantes no Brasileirão e uma vantagem considerável na busca pela final do Campeonato Paranaense.

“No segundo tempo não conseguimos sustentar nossa agressividade defensiva. Não tiramos o bloco de trás com a rapidez necessária. Diante dessa dificuldade, adotamos uma linha de cinco, então, apesar disso, assim como tivemos a chance do 4×1 e 4×2 em Chapecó, tivemos a chance do 3×0 aqui. Precisamos ser capazes de liquidar com o jogo e também sustentar o nível de agressividade, que foi muito interessante”, acrescentou.

Desgaste físico

Além disso, o fato de não liquidar as partidas fizeram o Alviverde ter um desgaste maior. Em meio à maratona de jogos entre as duas competições, o Coritiba desperdiçou a chance de não precisar dar mais intensidade nos confrontos, o que gerou um cansaço nos atletas.

Sentimos o desgaste, tanto pela sequência, como pela intensidade, e o adversário teve méritos. Agora temos que aproveitar os dias da semana para ajustar algumas coisas e termos uma resposta mais eficaz”, completou o treinador.

Fernando Seabra em Operário x Coritiba
Seabra viu melhor do Coxa, mas cobra mais eficiência. Foto: Ernani Ogata/Código 19