Após o empate em 3×3 com a Chapecoense, na Arena Condá, o técnico Fernando Seabra reconheceu as falhas defensivas que custaram a vitória ao Coritiba e classificou o momento como parte natural da evolução da equipe neste início de temporada.

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O Coxa chegou a abrir dois gols de vantagem na partida válida pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A de 2026, disputada na noite desta quarta-feira (11), mas sofreu o empate nos minutos finais e deixou escapar os três pontos fora de casa.

É a dor do processo. Está dentro do contexto que mencionei anteriormente. A equipe veio para disputar o controle do jogo, tanto ofensivo quanto defensivo. Ainda estamos no início do trabalho, e algumas situações acabam se repetindo com mais volume do que o ideal. Isso também expõe os jogadores a cenários que podem gerar erros”, avaliou o treinador.

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Seabra também destacou a sensação deixada pelo resultado, principalmente pela vantagem construída no segundo tempo.

Fica a sensação dura de ter cedido o empate após abrir dois gols de vantagem. Precisamos tirar aprendizados para sermos mais eficazes defensivamente nessas circunstâncias. Saímos com a sensação de que estivemos muito perto da vitória, mas deixamos escapar”, comentou.

Seabra relembra dificuldades do Coritiba contra o Cruzeiro

Na avaliação de Fernando Seabra, a vitória sobre o Cruzeiro, na rodada anterior, poderia ter mascarado pontos de correção caso a análise não fosse criteriosa. O treinador ressaltou que, mesmo com o resultado positivo, a comissão técnica identificou falhas defensivas, que também voltaram a aparecer no empate diante da Chapecoense.

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Às vezes, quando olhamos as vitórias, elas também podem esconder algumas coisas se não formos criteriosos. No primeiro tempo contra o Cruzeiro, tivemos dificuldades defensivas marcando mais baixo. Hoje, em alguns momentos, também apresentamos dificuldades, mesmo com menos volume do adversário”, destacou o comandante.

Treinador do Coritiba destaca desafio de calendário apertado: “Trabalho acaba fragmentado”

O comandante alviverde apontou o calendário apertado como um dos principais desafios neste início de temporada. Segundo ele, a sequência de jogos tem dificultado a consolidação de ajustes táticos mais específicos.

“O grupo raramente está completo nos momentos de carga. O trabalho acaba fragmentado e só acontece de forma integral na preparação final e no dia do jogo. Isso dificulta melhorar aspectos mais específicos e otimizar a aplicação no contexto geral. Ainda assim, os jogadores têm conseguido aplicar conceitos importantes mesmo com pouco treino estratégico”, explicou.

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De acordo com o treinador, a falta de tempo para treinar de forma contínua está diretamente ligada às oscilações apresentadas.

Tivemos menos dias de preparação do que contra o Cruzeiro, quando contamos com três dias, sendo dois aquisitivos e um estratégico. Essas dificuldades de coordenação estão associadas ao início de ano, com jogos do Estadual atravessando a programação. Não conseguimos otimizar todo o tempo de trabalho”, pontuou.

Com quatro pontos no Brasileirão, o Coritiba agora volta as atenções para o Campeonato Paranaense, quando enfrentará o Operário no primeiro jogo das semifinais, no próximo sábado (14), às 16h, no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa.

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Fernando Seabra analisa empate do Coritiba com a Chapecoense e reconhece falhas defensivas – Foto: JP Pacheco/Coritiba