Samir Namur comentou sobre a contratação de Rodrigo Santana. (Divulgação/Coritiba)

O presidente do Coritiba Samir Namur explicou o motivo para a contratação do técnico Rodrigo Santana após a saída de Jorginho. Em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira, o mandatário afirmou o nome do treinador foi indicado pelo empresário do zagueiro Sabino, Luis Tavera.

“Um profissional que a gente deposita a confiança que vai fazer um bom trabalho no segundo turno e quem sabe de longo prazo. Tem conhecimento, características de um treinador moderno e juventude. O Rodrigo era um profissional que nós já conhecíamos por conta dos trabalhos anteriores e estava no nosso radar em outros momentos. Especialmente neste momento, nós tivemos a indicação de um profissional do futebol que desenvolveu uma relação de confiança que é o empresário do Sabino. Ele nos indicou o nome do Rodrigo e convidamos o Rodrigo para vir para cá. Tivemos uma conversa muito animadora e fez com que optássemos pela contratação”, explicou Namur.

Além da indicação do empresário, o presidente conversou com o atacante Ricardo Oliveira, que trabalhou com o treinador no Atlético-MG, e o presidente do Galo, Sérgio Sette Câmara. “Eu conversei diretamente com o presidente do Atlético-MG e também com o Ricardo Oliveira, que trabalhou com o Rodrigo. Isso nos deu bastante segurança e convicção no trabalho dele”, disse.

Mudanças no estilo de trabalho

Samir Namur ainda falou sobre uma nova mudança de estilo de trabalho. Jorginho era um técnico mais reativo, enquanto Rodrigo Santana e Eduardo Barroca, no começo do ano, são técnicos que gostam de propor o jogo. “Essa questão de mudança de estilo de treinador tem a ver com o momento da equipe, do clube nos campeonatos. Nós sempre tivemos uma ideia de um futebol propositivo. A vontade sempre foi essa desde a época do Sandro Forner. Em alguns momentos, por conta de situação na tabela, não conseguimos, como no caso do Argel. O Jorginho sempre teve a questão se era ou não propositivo e veio para trazer toda a experiência dele na Série B. E trouxe resultados. Todos queriam a volta dela para que pudesse fazer novamente o bom trabalho feito no ano passado e seguimos nessa linha de um técnico que quer propor o jogo”, explicou.

Outros nomes

O mandatário do Coritiba ainda descartou que tenha recebido diversas negativas de treinadores e o único nome procurado antes de Rodrigo Santana foi Mozart, hoje no CSA. “Nós, da diretoria, tínhamos uma ideia inicial de trazer o Mozart novamente e essa era de fato a nossa primeira opção. É um profissional com potencial e conhecia mais do que ninguém o nosso elenco atual. Ele disse que não queria sair do CSA e não fizemos proposta para nenhum outro profissional”, comentou.

“Fizemos entrevistas com alguns técnicos livres no mercado e tomamos alguns dias para conhecer profissionais que se enquadravam no que queríamos. No processo, nós escolhemos o Rodrigo, que não era um nome desconhecido, e sabíamos da competência dele. Tem experiência em trabalhar em clube grande na Série A e acreditamos que vai colocar o Coritiba em uma posição melhor”, acrescentou Namur.