Grande problema ao longo da Série B de 2025, o ataque do Coritiba vai mostrando uma nova ‘personalidade’ em 2026. Depois de uma verdadeira reformulação nas peças – apenas com Lucas Ronier sendo um remanescente -, o setor ofensivo vem fazendo aquilo que se espera dele: gols.
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Em dez jogos do time principal na temporada, o Coxa já marcou 13 gols, sendo dez deles dos homens de frente, o que representa 77% do total. Apenas o goleiro Pedro Rangel, o zagueiro Jacy e o meia Josué foram jogadores de outras posições a balançarem as redes.
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De todos os atacantes à disposição do elenco principal, apenas Enzo ainda não marcou, enquanto todos os demais já deixaram sua marca, com destaque para Pedro Rocha e Breno Lopes, reforços que chegaram para este ano e são os artilheiros do time, com quatro e três gols, respectivamente. Ronier, Lavega e Fabinho marcaram um gol cada.
Contraponto em relação a 2025
Os números são o oposto do que produziu o Coritiba na campanha do acesso na temporada passada. Então comandado por Mozart, o Coxa marcou apenas 39 gols ao longo de toda a Série B. Um desempenho baixo, que ficava ainda mais envolto a críticas quando considerava justamente o ataque.
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No total, seis atacantes balançaram as redes na segunda divisão, que, juntos, somaram 18 gols, o equivalente a apenas 46% dos gols alviverdes. O principal goleador foi Gustavo Coutinho, com cinco, apenas um a mais que Pedro Rocha, que já fez quatro.
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Ao longo da temporada, o artilheiro do Coritiba em 2025 foi Dellatorre, que fez dez. Ou seja, o aproveitamento neste início de 2026 já é muito superior. Inclusive, dos dez jogos sob o comando de Seabra, o Coxa só não marcou em duas partidas, nas derrotas por 1×0 para São Joseense e Red Bull Bragantino
Coritiba muda foco
Se o ataque vem dando resultado, agora o Alviverde sofre com a defesa, que vem sofrendo muitos gols em 2026. Nos últimos jogos, o setor cometeu falhas que não eram vistas de forma costumeira no ano passado e que custaram caro.
Ao longo de toda a segunda divisão, o Coxa levou 23 gols, em 38 partidas. Em 2026, já foram nove gols sofridos, mas em dez jogos. Ou seja, levou 40% do total, mas em apenas 26% dos confrontos. Um sinal de alerta que foi ligado nesta última semana, especialmente pelo fato de que boa parte do setor defensivo foi mantido de um ano para outro.
