Rafinha. (Geraldo Bubniak/AGB)

Sem poder jogar oficialmente há quase quatro meses, o meia-atacante do Coritiba, Rafinha, reforça o esforço da comissão técnica em criar o melhor ambiente possível aos jogadores do elenco alviverde, mas ressalta que a falta de treinos coletivos e de jogos oficiais tem sido muito prejudicial para a forma física dos jogadores de futebol. Com 36 anos, o atleta possui um extenso histórico de lesões no currículo, inclusive durante a campanha do Coxa no acesso à Série A em 2019, ano de seu retorno ao Coritiba.

“Acho que não há nada de positivo nessa pandemia. Os treinos têm de ser readaptados, coletivos não estão sendo feitos, o elenco trabalha em grupos reduzidos, não temos tido jogos, então é difícil dizer qual é a forma física que eu estarei quando retornarem as competições. Nós já vimos a volta de alguns estaduais e como tem sido difícil para os atletas a se redaptar após tanto tempo sem jogar”, analisou o ídolo coxa-branca, em entrevista à Banda B.

De volta ao Coritiba desde a temporada passada e um dos líderes do atual grupo de jogadores comandado por Eduardo Barroca, Rafinha, que marcou cinco gols em sua segunda passagem pelo Alto da Glória, reforça que a indefinição do calendário do futebol paranaense deve atrapalhar o planejamento dos clubes no estado. O jogador também relembrou que a CBF já marcou, para daqui um mês, o início do Brasileirão, no dia 9 de agosto.

“É muito difícil você estar em um mata-mata de Estadual sem ter uma definição de quando será o jogo das quartas de final. A cabeça do jogador fica um pouco confusa, mas é o que temos para agora. Ainda mais neste momento, que já sabemos que o Campeonato Brasileiro está próximo. Mas o que precisamos fazer é continuar treinando e trabalhando, para chegarmos no nosso melhor desempenho possível com a camisa do Coritiba”, completou.