Jaime Rocha, infectologista do Coritiba. (Divulgação)

A discussão acerca da segurança nos centros de treinamento dos três clubes da capital, durante a pandemia, voltou à discussão nesta semana, após o novo decreto da Prefeitura de Curitiba, que restringiu ainda mais a atuação do comércio e de centros esportivos no município. Neste cenário, o médico infectologista do Coritiba, Jaime Rocha, assegura que o CT da Graciosa tem seguido um rigoroso protocolo de segurança, e que a prioridade do Coxa é manter os atletas em atividade de forma segura, caso o Paranaense retorne nas próximas semanas.

Em entrevista à Banda B, Rocha destaca que, por enquanto, o Coritiba não trabalha com uma data para o retorno dos jogos oficiais, mas tem realizado todo o possível para manter os jogadores aptos para a disputa de uma partida de futebol.

“Toda essa incerteza mexe muito com o emocional dos atletas, pois todos temos vida fora do clube. Isso é discutido por nós diariamente. Entendemos que é seguro manter o protocolo de treinamentos para que não tenhamos danos físicos em um retorno do Paranaense. Neste momento, nosso objetivo não é a volta dos jogos, mas manter os atletas em atividade para que não haja danos físicos”, afirmou à reportagem. “E é sempre bom relembrar: não existem seguranças absolutas. Os protocolos existem para reduzir o risco, não eliminá-lo”.

Por fim, o médico afirma que não vê com bons olhos os retornos já anunciados dos campeonatos Catarinense e Carioca, confirmados pelas federações dos estados. “Não vejo como possível. Assim como em Curitiba, neste momento, esses retornos trarão uma falsa sensação de segurança. Boa parte do que estamos vivendo hoje, do aumento de casos, tem a ver com as pessoas entenderem que estava tudo bem e minimizarem os riscos, após a flexibilização”, finalizou.