Wilson. (Geraldo Bubniak/AGB)

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Atlético-MG assinou com Wilson até o fim de 2019. A ideia é que o goleiro de 35 anos fique por quatro meses na Cidade do Galo e volte ao Coritiba no início do próximo ano. Rui Costa, diretor de futebol do clube mineiro, convocou uma entrevista coletiva para explicar a contratação do veterano por um período curto.

“Vínhamos conversando com ele há uns dez dias, em função de fatos objetivos que vamos compartilhar com vocês aqui. O Atlético tem uma escola de goleiros qualificada. De cinco goleiros aqui, quatro são da base. O Uilson não joga futebol esse ano. Ele só estará pronto para jogar no ano que vem. O Michael só estará apto para jogar no ano que vem. O Cleiton está convocado e tudo indica que essas convocações serão uma regra”, afirmou.

O diretor falou também sobre a situação do goleiro titular. “O Victor está tentando voltar a jogar futebol há quase 35 dias. O Victor é capaz de querer jogar com uma fratura na perna, mas temos que ter respeito pela história, pelo ser humano e pelo o que ele representa no clube. Diante desse quatro, quando tínhamos cinco goleiros e agora temos um goleiro, nós nos vimos com a obrigação profissional de buscar alguém experiente. Ele reúne as qualidades de preencher essa lacuna, manifestou vontade de vir ao Atlético e porque atendeu ao nosso pedido e a proposta de quatro meses. Essa é a primeira abordagem que quero fazer com vocês o porquê do Wilson”, acrescentou.

De acordo com o diretor de futebol atleticano, o negócio não onera os cofres do clube. A única obrigação é o pagamento de salários ao jogador de 35 anos.

“O Atlético não pagou um centavo por empréstimo, ele fez muita força para vir para cá. Vamos pagar o salário do atleta, o contrato é de quatro meses. Se ele tiver a performance que imaginamos que possa ter, isso pode ser discutido e debatido. O contrato é propositalmente de quatro meses, porque achamos que nesse período podemos ter esses goleiros aptos no Clube Atlético Mineiro”, comentou.

Confira abaixo outros temas da entrevista coletiva:

Desconvocação de Cleiton da seleção sub-23
“Nós já tínhamos a informação de que o Cleiton seria convocado. Antes mesmo do ato oficial, não vamos esquecer que a convocação valoriza o Cleiton, eu entrei em contato com os profissionais, que nos consultaram antes das convocações do Guga e do Cleiton, explicando que tínhamos uma preocupação grande porque o Victor passava por um processo de transição, o Michael e o Uilson só voltam no ano que vem. A informação que tivemos é que seria convocado sim e que não haveria possibilidade de desconvocação. Consultamos nosso jurídico, fizemos uma avaliação e entendemos que solicitar desconvocação, e os atletas ficarem indisponíveis no clube, nós entendemos que não valeria a pena continuar essa briga. Quem faz gestão humana tem que ter obrigação que o pedido de desconvocação é ruim para o atleta. Para o Cleiton, é importante estar na seleção que pode jogar a Olimpíada.”

Situação de Victor
“Sobre o Victor, não sou médico, teremos uma janela para falar sobre esse tema. O Victor tem uma tendinite, diferentemente de uma pessoa como eu, tem um reflexo na vida. Em um atleta de alto nível, a tendinite tem uma limitação muito mais severa. O Victor faz um protocolo diário, quase em três turnos, para ir a campo. Quando ele melhora, vai a campo, a situação piora de novo. Não vou alongar muito a questão médica, estou passando os relatos que temos semanalmente do nosso departamento médico. Não é todo medicamento que você pode usar para dor no atleta, então, você precisa de um tratamento ortodoxo para que ele volte a jogar. Assim que o Victor tiver condições de treinar em alto nível, ele volta a jogar futebol. Até que isso aconteça temos um goleiro só à disposição do Rodrigo Santana. A vinda do Wilson é um respeito a um goleiro, que é um dos maiores da história do clube.”

Desconfiança em goleiros da base?
“Quando eles olham o Uilson, o Fernando, o Cleiton e o Michael, são quatro atletas da base que estão no profissional do Atlético. Quatro dos cinco goleiros são da base. Eles ficam plenamente satisfeitos e cientes que o dia deles vai chegar. Em um jogo com o Botafogo ou até Sul-Americana, estamos a dois jogos de uma final importantíssima, imagina se colocamos o Fernando no jogo como esse e o Fernando sofre uma lesão contra o time argentino. Eu estaria decretando o fim da carreira de um atleta da base. O projeto de inserção de um jovem no Atlético tem que ser muito criterioso. Não há nem um recado, respeito a sua observação, mas refuto de forma veemente. Dos cinco goleiros que nós tínhamos aqui, quatro são formados no Clube Atlético Mineiro. Eles devem continuar galgando o espaço.”

Wilson titular contra o Botafogo?
“Não posso mentir para vocês e para o torcedor que isso vai acontecer ou não vai acontecer. Não posso dizer que o Wilson vai jogar, é uma decisão do Rodrigo. Não posso ser irresponsável de dizer que estamos fazendo esse esforço para buscar um goleiro e ele não vai ficar à disposição. Ele vai estar à disposição contra o Botafogo, mas se ele vai jogar ou não, é uma decisão do Rodrigo.”

Não há cláusula para manutenção de Wilson
“Não temos condições acordadas e digo por que, porque sempre que faço contrato de empréstimo, eu faço com opção de compra. Como chego aqui e digo que o contrato é de quatro meses e tenho condição de permanência. Para ele, é importante estar quatro meses aqui. Depois, se a situação mudar, a gente pode ver o que fazer, sentar e conversar. Ele vai querer ficar aqui, não tenho dúvidas. Mas a permanência dele aqui conosco é um contrato de quatro meses.”