Principal arma do Coritiba na conquista do acesso e do título da Série B de 2025, a defesa não vem correspondendo da mesma maneira na atual temporada. Nos últimos jogos, o setor cometeu falhas que não eram vistas de forma costumeira no ano passado e que custaram caro.

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Para se ter uma ideia, ao longo de toda a segunda divisão, o Coxa levou 23 gols, em 38 partidas. Em 2026, já foram nove gols sofridos, mas em dez jogos. Ou seja, levou 40% do total, mas em apenas 26% dos confrontos. Um sinal de alerta que foi ligado nesta última semana, especialmente pelo fato de que boa parte do setor defensivo foi mantido de um ano para outro.

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Na conta, não estão incluídos os dois primeiros compromissos do ano, quando o Alviverde foi a campo com o sub-20. Mas nas duas primeiras partidas da ‘era Fernando Seabra”, o Coritiba parecia que manteria a mesma consistência que tinha lá atrás com Mozart, passando intacto nos triunfos por 1×0 sobre Maringá e Athletico.

Depois, foi vazado nas derrotas por 1×0 para o São Joseense, pelo Paranaense, e Red Bull Bragantino, pelo Brasileirão, quando Pedro Morisco foi o nome do jogo e evitou que o Coxa saísse até goleado do Couto Pereira. No meio do caminho, ficou no 1×1 com o Cascavel, mas com um time reserva.

Coritiba passou a ter falhas individuais

Mas o problema não é apenas coletivo, mas, principalmente, individual, como ficou escancarado nos empates em 3×3 com a Chapecoense e 2×2 com o Operário. Em duas partidas, cinco gols sofridos, sendo a maioria por erros em tomadas de decisões de Morisco ou dos zagueiros.

Algo que Seabra assumiu que precisa corrigir. A ideia é justamente usar esta semana, que não terá jogos do Brasileirão, para melhorar a postura defensiva, que, para ele, já foi notada entre os duelos em Chapecó e Ponta Grossa.

“A gente precisa se cobrar. Ter a consciência que a organização coletiva é importante, é eficaz, mas sempre as definições individuais, sejam ofensivas ou defensivas, é que vão decidir o jogo. E vamos continuar buscando a evolução coletiva. A tendência é que, com semanas abertas, essa será a primeira, os lastros dos treinos darão suporte, com a chance de cometer erros de execução sendo menor”, apontou o treinador.

Maicon e Tiago Cóser em Coritiba x Red Bull Bragantino
Defesa do Coxa passou a sofrer mais gols em 2026. Foto: Geraldo Bubniak/AGB