Alecsandro participou do Papo Fino da Banda B (Geraldo Bubniak/AGB)

Depois de viver um ano de altos e baixos, o atacante Alecsandro terminou a temporada como titular do Coritiba na Série B. Em participação no programa Papo Fino da Banda B, o jogador comentou sobre o afastamento com o técnico Eduardo Baptista, a volta por cima com Argel Fucks e sobre possibilidade de permanência na próxima temporada.

“Eu fui pego de surpresa com o afastamento. O diretor executivo [Augusto de Oliveira] chegou para mim, perguntou algumas coisas. Eu respondi e ele me comunicou que estava sendo afastado. O Eduardo Baptista alegou que eu não tinha mais clima para ficar no grupo e minha situação era insustentável”, contou o atacante em entrevista à Banda B. “Eu sou um pai de família, respeito as pessoas. O cara falar que eu não tinha condição, eu não entendi, tanto que perdi o chão naquele momento. Vou ser sincero que ali eu pensei que a minha história no Coritiba tinha acabado”, completou.

Tratando o período afastado como o pior da sua carreira, Alecsandro soube extrair as lições e encontrou forças nos funcionários da comissão técnica para seguir treinando forte até ser reintegrado, três semanas depois, já após a demissão de Eduardo Baptista e Augusto de Oliveira. “No outro dia cheguei para treinar e um dos preparadores, o Paulista, quando me viu, perguntou o que eu estava fazendo ali. Ele me disse que queria que eu voltasse. Na hora que ele falou aquilo, eu decidi voltar mais forte. O Augusto chegou a me chamar para rescindir o contrato. Mas a todo momento  eu ouvia a voz do Paulista me dizendo que voltaria mais forte. Aquilo virou uma briga pessoal”, disse.

Na ocasião, além de Alecsandro, a diretoria e o treinador também afastaram Alan Costa, Abner, Simião e Alvarenga. Destes, apenas o último não fechou a temporada como titular. Para o atacante, a decisão foi um equívoco e teve influência no fracasso do Coritiba no objetivo do acesso à Série A.

“Dos cinco afastados, quatro terminaram a Série B jogando. Não pode um treinador ter uma convicção tão errada como o Eduardo teve. E pior, o clube, na figura do seu diretor executivo, não conseguiu fazer essa leitura. Não desaprendemos a jogar a bola. Pelo contrário. Ele levou para o lado pessoal. O erro da diretoria foi não identificar isso. Foi um momento ruim para o clube. Acredito que não ter subido para a Série A se deve muito ao momento em que o Eduardo Baptista esteve aqui”, avaliou Alecsandro.

Permanência para a próxima temporada

Com contrato até o fim do ano e um salário inviável para a realidade alviverde em 2019, o atacante chegou a dizer após a última partida que jogaria “até sem salário”. Ciente da necessidade de uma redução brusca para seguir no clube e revelou conversas preliminares com o treinador e a diretoria.

“O Argel [Fucks] conversou comigo, me deixou muito à vontade. Quando eu digo ‘até sem salário’, é porque seria uma redução de mais de 80% do meu salário para entrar na realidade do clube. Já conversei com a diretoria, foi só um papo amistoso, de gratidão. Agradeci pelos momentos que vivi aqui, mostrei a vontade de permanecer. Mas lógico que primeiro tenho que me reenquadrar à condição do clube. Depois teremos que discutir tecnicamente falando até que ponto achamos que eu posso ser útil”, finalizou Alecsandro.