O Coritiba garantiu o acesso na Série B sustentado por um alicerce sólido no meio e na defesa. Os números mostram que o goleiro Pedro Morisco, o zagueiro Jacy e o meia Josué formaram a espinha dorsal de um time equilibrado e competitivo durante toda a Série B de 2025.
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Se ofensivamente o Coxa oscilou em alguns momentos da temporada, o elenco alviverde, sob o comando de Mozart, manteve a regularidade defensiva e terminou o campeonato com a defesa menos vazada da competição.
Ao longo das 37 rodadas disputadas, a equipe sofreu apenas 22 gols — dez a menos que o Novorizontino, dono da segunda melhor defesa. A consistência aparece tanto nos jogos no Couto Pereira, onde o Coxa sofreu dez gols, quanto nas partidas longe de casa, com 11 sofridos. O equilíbrio dentro e fora de seus domínios reforça ainda o status do Coritiba como o melhor visitante da Série B.
Pedro Morisco: a muralha do acesso do Coxa
O goleiro de 21 anos reassumiu a titularidade, após se recuperar de uma fratura na mão, que sofreu durante as quartas de final do Paranaense, contra o Maringá, e terminou como um dos destaques da competição. Com nota 7.34, Morisco exibiu segurança em 29 partidas, o goleiro saiu sem sofrer gols em 16 delas, sustentando uma média de 3,1 grandes defesas por jogo.
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Além das defesas decisivas, o jovem arqueiro se destacou pela qualidade na reposição, com 42,7% de acerto em passes longos, sendo parte ativa na construção desde a defesa.
Cria da base alviverde, Morisco mostrou segurança e maturidade de um arqueiro experiente, comprovando que o potencial pode ser ainda maior, já despontando como um destaque nacional na posição.
Jacy: força física e sustentação para o Coritiba
Contratado já com a Série B em andamento, Jacy chegou do Operário com status de campeão paranaense e estreou somente na 11ª rodada. Inicialmente, veio para ser volante e compor elenco, mas diante das necessidades, foi deslocado para a zaga e, em pouco tempo, se consolidou entre os titulares para não sair mais da equipe.
Com 1,92m, foi o principal escudo defensivo. Registrou 1,6 desarmes por partida, 3,7 duelos aéreos ganhos (76,6%) e cinco cortes por jogo, consolidando-se como peça-chave na proteção da zaga. Com ele em campo, o Coxa ficou 14 jogos sem ser vazado, sofrendo 156 gols nas outras 11 partidas
Mesmo sem grande destaque ofensivo, sua nota média de 7.20 reflete o equilíbrio entre combate e posicionamento — uma engrenagem essencial para liberar Josué à frente e reduzir o volume de pressão sobre o setor defensivo.
Josué: o cérebro e o pulmão do Coritiba
Aos 35 anos, Josué se firmou na equipe e foi o símbolo da regularidade no meio-campo. Depois de iniciar a temporada fora da titularidade de Mozart, o português fez o treinador se render à sua importância como ‘cérebro’ coxa-branca.
Em 32 jogos, somou seis gols e quatro assistências, sendo o artilheiro do time na competição, além de 11 grandes chances criadas e 63% de acerto nos passes longos — números que evidenciam o papel de organizador e líder técnico.
Com nota média 7.53 no Sofascore, Josué aparece como o jogador de linha mais eficiente do elenco, combinando intensidade defensiva e qualidade na saída de bola. Seu mapa de calor mostra presença em todas as zonas do campo, reforçando o protagonismo na transição ofensiva.
Os dados apresentados nesse texto foram retirados do site Sofascore, especialista no assunto.
