Paulo Bonamigo. (Divulgação/FIFA)

Paulo Bonamigo foi o técnico do Coritiba na excelente campanha do Campeonato Brasileiro de 2003. Na ocasião, o Coxa terminou em quinto lugar, com 73 pontos, e garantiu a classificação para a Libertadores de 2004. Em entrevista à Banda B, no programa Balanço Esportivo, o treinador, atualmente no Boavista, lembrou do seu trabalho à frente do Coxa.

“Na primeira passagem do Coritiba, talvez tenhamos montado uma das melhores equipes dos últimos tempos. Tivemos a sorte de ter uma safra excepcional, com Adriano, Marcel, entre outros, aliada com a experiência de Reginaldo Nascimento, Odvan. Conseguimos levar o Coritiba para a Libertadores e um título estadual invicto”, contou Bonamigo.

Para o técnico, o sucesso no Coritiba se dá pela continuidade do trabalho que começou ainda na época de Ivo Wortmann. “A campanha que fiz no Coritiba foi muito boa até porque tivemos tempo para executa-la. Nem sempre tem a oportunidade de completar o seu projeto. O projeto do Coritiba teve início com o Ivo Wortmann em 2000 e 2001 e depois teve o prosseguimento. Eu quis manter o que foi construído pelo Ivo em relação ao estilo de jogo e um futebol moderno na época. Com modelo parecido, nós tivemos um trabalho reconhecido”, afirmou.

“Eles viram o trabalho que foi desenvolvido. Não é apenas o Bonamigo, mas todo o pessoal que trabalhava no clube. Todo mundo que chegava ao Coritiba já via uma unidade e a torcida entendeu que o time precisava da ajuda. O nosso time de 2002 não se classificou por um jogo fatídico e perdeu a classificação para o Gama. O Santos pegou a nossa vaga e foi campeão brasileiro. Talvez não tivesse a estrutura como equipe, mas veio muito forte, atropelou em 2003 e foi muito cascuda para o Brasileirão. O Adriano, com 17 anos, foi titular. Esse jogo com o Criciúma foi a cereja do bolo do trabalho. Eram dois anos e meio de Coritiba, não havia desgaste interno, mas talvez de ideias e comportamento”, complementou Bonamigo.

Em busca de novas experiências, o treinador trocou o Coritiba pelo Atlético-MG no começo de 2004. Ele admitiu que se tivesse maior experiência, teria ficado para a disputa da Libertadores. “Eram dois anos e meio de Coritiba, não havia desgaste interno, mas talvez de ideias e comportamento. Talvez hoje não faria a mesma coisa , mas queria experiências e novos desafios e desperdicei a grande oportunidade de estar com o Coritiba em uma Libertadores. Lembro que a gente teve o apoio da torcida e fazia questão de passar com o ônibus na frente do bar que fica na esquina. Nosso aproveitamento no Couto Pereira era excepcional”, comentou.