Paulo Pelaipe. (Divulgação/Coritiba)

No retorno ao trabalho presencial após se recuperar da Covid-19, o diretor de futebol do Coritiba, Paulo Pelaipe, participou de uma reunião com os jogadores na última quarta-feira (16). O dirigente explicou que a conversa foi em tom de cobrança para evitar o rebaixamento para a segunda divisão.

“Conversei ontem com os jogadores que assim como lutei pela minha vida, eles têm que lutar cada jogo por um prato de comida. É uma coisa simples, mas é o nosso objetivo. Temos que ter vergonha na cara, hombridade, porque não podemos deixar o Coritiba ir para a segunda divisão, voltar para a Série B. Eu interrompi a minha recuperação para estar do lado dos atletas, conversar com eles e cobrar. Nós precisamos mudar o status do clube”, declarou o dirigente.

Pelaipe ainda ressaltou que confia na permanência do Coritiba e vê outros concorrentes com elenco mais fraco. “Vamos ter um conjunto de cinco jogos, sendo três em casa com Botafogo, Goiás e clássico, e dois fora contra Atlético-MG e Vasco, que vão ser muito importantes. Vamos jogar a nossa vida e tenho certeza que os jogadores dentro do campo com união, esforço e equipe bem montada e escalada, nós temos condições. Tem equipes com plantel mais fraco que o Coritiba e nós não podemos estar nessa situação. A cobrança foi dura, mas os atletas têm condições de reverter esse quadro negativo do momento”, afirmou.

Recuperado da Covid-19

O dirigente de 69 anos testou positivo para a Covid-19 no início de outubro e foi internado. Ele precisou ir para a UTI, mas melhorou ao longo das semanas e recebeu alta em 24 de novembro. “Eu fiquei 18 dias entubado em coma induzido, mas só tenho a agradecer o apoio do Coritiba, da torcida, dos amigos, dos atletas e da comissão técnica. Foi um momento difícil em que lutei muito pela vida e é praticamente um milagre dar essa entrevista. Eu me sinto feliz por estar aqui e agradeço a todos”, disse.

“Foi um período muito difícil e até por gratidão do torcedor do Coritiba, eu retornei. Poderia apresentar um atestado médico por não estar recuperado ainda, preciso de mais uns 30 dias para me recuperar bem. Comecei a caminhar e faz apenas 22 dias que saí do hospital. Mas não poderia deixar os atletas abandonados e o torcedor não merece pelo apoio dado ao clube essa situação vexatória”, complementou Pelaipe.