Mozart. (Divulgação/Coritiba)

O técnico Mozart deixou o Coritiba na última sexta-feira (18) para comandar o CSA na sequência da Série B do Campeonato Brasileiro. Em entrevista à Banda B, ele explicou que a decisão de trocar de clube foi para dar “o próximo passo na carreira” como treinador.

“Estou há oito anos treinando e quase seis anos no Coritiba. O meu desejo era assumir uma equipe profissional e, infelizmente, acabou não acontecendo [no Coritiba]. Entendo o momento geral do clube e surgiu essa oportunidade no CSA. O Rodrigo Pastana acertou lá, a gente trabalhou nos últimos dois anos, e confio muito no trabalho dele. Ele me fez o convite e achei que era momento de sair do clube. É o próximo passo que tenho que dar na carreira”, declarou Mozart.

Mozart iniciou a carreira de treinador no Jaraguá, de Santa Catarina, em 2013, mas o sonho de trabalhar na profissão começou um ano antes. Desde então, ele trabalhou nas categorias de base do Coritiba e estava como auxiliar permanente do clube. Após a saída de Eduardo Barroca, o então assistente comandou o Coxa na vitória sobre o RB Bragantino por 2 a 1, na 5ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Experiência fora do país

Para Mozart, a experiência na Itália como jogador foi importante para a carreira de técnico. “Esse sentimento surgiu em 2012. Eu parei em junho de 2010, fiquei um ano e meio longe do futebol. Comecei a estudar e fazer cursos em 2012, e fui medir a febre no Jaraguá na terceira divisão de Santa Catarina em 2013. Passei seis meses lá, gostei bastante e foi aí que tomei a decisão de estudar de maneira profunda. Vejo que os 12 anos que joguei na Europa me preparou sem saber para a minha nova função”, disse.

O treinador ainda destacou que se identifica com o trabalho do experiente Walter Mazzari, com passagens por Napoli e Internazionale, mas quer criar o seu próprio estilo. “Futebolisticamente falando, eu gosto muito do futebol italiano por ter jogado seis anos lá. Tive alguns treinadores e o que trabalhei por mais tempo foi o Mazzari. É o treinador também que mais me identifico. Trabalhei com outros treinadores e sempre tiro alguma coisa positiva. Mas sempre tento construir a minha própria ideia. Com o calendário atípico, é tentar criar alguns padrões que acontecem no jogo. Quando tem uma equipe organizada, bem fisicamente e com jogadores com fome, você está mais próximo da vitória. Eu tento criar o meu jeito e não julgo o método de ninguém. No futebol, não existe verdade absoluta”, comentou.