Após uma temporada marcada por altos e baixos, com eliminações precoces, recuperação ao longo do campeonato e a conquista do título nacional da Série B, o técnico Mozart avaliou o rendimento ofensivo do Coritiba. O treinador reconheceu que a equipe não conseguiu manter o volume de jogo necessário para uma produção maior de gols e afirmou que o desempenho dos atacantes esteve diretamente condicionado ao funcionamento coletivo dentro de campo.
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As declarações foram dadas durante entrevista ao Balanço Esportivo, da Rádio Banda B, na tarde desta quarta-feira (26), quando o treinador fez um balanço do ano, comentou os momentos de instabilidade e detalhou como o setor ofensivo foi afetado pela falta de imposição no campo adversário.
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Treinador do Coritiba assume responsabilidade por baixa força ofensiva
Ao falar sobre os números do ataque, Mozart assumiu a responsabilidade pelo desempenho e destacou que a baixa presença ofensiva influenciou diretamente o rendimento individual dos jogadores.
“Eu assumo a responsabilidade em relação ao desempenho dos meus atacantes pelo fato de nós não conseguirmos ter volume ofensivo”, iniciou
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Segundo ele, o empate sem gols com o Goiás, no dia 12 de setembro, pela 26ª rodada, no Couto Pereira, é exemplo de atuação mais próxima do ideal.
“Nós tivemos um volume ofensivo muito grande, empurramos o adversário para trás, cruzamos 20 bolas, recuperamos rápido e passamos muito tempo no campo do adversário, isso é volume ofensivo”, explicou.
Mozart explica principais desafios do Coritiba na temporada
Ao relembrar sua chegada ao clube, o treinador afirmou que o primeiro grande obstáculo foi reconstruir o modelo coletivo da equipe após duas temporadas no Mirassol, onde o funcionamento já era solidificado.
“Talvez o maior desafio tenha sido reconstruir. Cheguei de uma realidade onde as coisas já caminhavam de maneira automática”, abriu sua fala.
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Mozart disse que o objetivo inicial foi fortalecer a defesa para depois evoluir ofensivamente, principalmente por causa das eliminações sofridas durante o ano.
“A fragilidade nos gols sofridos me incomodava muito. Entendi que deveríamos começar do começo, estruturar defensivamente, ser sólidos. O desafio foi esse, fazer jogadores de capacidade técnica entendessem que o coletivo precisava ser mais forte que o individual”, comentou.
Ele também destacou que o maior ganho foi ver o elenco conectado com o trabalho: “O que me dá orgulho é a forma como nós coletivamente vencemos. O coletivo potencializa o individual”.
Mozart projeta renovação e fala sobre futuro do Coritiba
Mozart afirmou estar satisfeito com o título, mas destacou que uma eventual renovação de contrato significará recomeço imediato.
“Estou feliz com o título, mas se eu renovar, no dia 27 de dezembro tudo recomeça. A página estará branca e vamos começar do zero”, destacou.
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O técnico acredita que, com continuidade, o time pode evoluir ofensivamente na próxima temporada.
“Com a manutenção do elenco e a minha, se renovar, acredito que veremos mais vezes o desempenho que tivemos contra o Goiás, mesmo na Série A”, projetou.


