Gustavo Morínigo já deixou a sua marca no Alviverde, mas pode muito mais. Foto: Divulgação/Coritiba
Gustavo Morínigo já deixou a sua marca no Alviverde, mas pode muito mais. Foto: Divulgação/Coritiba

Em 2022, é comum ouvir dos jogadores do Coritiba a afirmação de que o time tem um jeito de atuar, seja dentro do Couto Pereira ou fora dele. E o elemento central em torno disso chama-se Gustavo Morínigo. O técnico de 45 anos veio sob desconfiança do Paraguai, em janeiro de 2021, e depois de 15 meses colhe os louros do seu trabalho.

O treinador debutou no comando do Coxa em 31 de janeiro de 2021, no empate em 1 a 1 com o Grêmio, no Alto da Glória. Ele assumiu um time já virtualmente rebaixado no Brasileirão de 2020, este afetado pela pandemia da Covid-19 e que só terminaria no ano seguinte. O que Morínigo fez foi participar da reconstrução interna.

O primeiro desafio com a sua assinatura foi o Campeonato Paranaense do ano passado. E a impressão não foi boa, já que o clube sequer avançou para a fase de mata-mata do Estadual. Apesar da pressão, a diretoria manteve o paraguaio e, como resultado, obteve o acesso à Série A nacional no segundo semestre – o título esteve muito perto, mas escapou nas rodadas finais.

Em dezembro de 2021, Morínigo renovou com o Alviverde por mais um ano, mantendo ainda a sua comissão técnica, formada por Roberto ‘El Toro’ Acuña, Martin Paolorosso e Gonzalo Llanos. Naquele ano, o treinador fechou a temporada com 51,46% de aproveitamento dos pontos no clube.

Aproveitamento sobe

Com o título paranaense em 2022, o avanço à terceira fase da Copa do Brasil e o bom início no Brasileirão, o técnico paraguaio conta agora com um total de 80 jogos no Coritiba, com 39 vitórias, 19 empates e 22 derrotas, o que lhe dá um aproveitamento total de 56,6%.

De quebra, Morínigo pode terminar a temporada no Top 5 dos treinadores que mais dirigiram o Coxa em 113 anos de história. Neste momento, se permanecer no Verdão até o fim da temporada, Morínigo terá dirigido o time por 116 oportunidades, contando apenas as 35 rodadas restantes da Série A e o jogo de volta contra o Santos, pela Copa do Brasil, em maio.

Se conseguir avançar na competição eliminatória, o paraguaio pode alcançar e ultrapassar Marquinhos Santos (sexto, com 118 jogos em duas passagens) e Paulo Bonamigo (quinto, com 123 partidas em duas passagens) para chegar ao Top 5 coxa-branca. O uruguaio Felix Magno é até hoje o técnico que mais dirigiu o Alviverde, com 196 aparições em três ocasiões, todas nos anos 1950 e 1960.

Com o “fator Morínigo” ao seu lado, o Coritiba volta a campo neste domingo (1º), às 16h, quando recebe o Fluminense (ficou sem técnico após a demissão de Abel Braga), no Couto Pereira. Será o primeiro de uma série de seis jogos em que o Verdão pode acumular pontos preciosos para buscar algo mais neste retorno à Série A.