Sem poder contar com o artilheiro da temporada, Robson, que ainda se recupera de uma artroscopia e uma lesão muscular, o Coritiba precisou recorrer a um jovem garoto da base, que, em curto tempo, virou a grande referência ofensiva do time na Série B.

Com apenas 19 anos, Lucas Ronier se firmou e é o atacante com melhores números do Coxa na competição. Em nove partidas, foi titular em sete, marcando dois gols e dando duas assistências, sem contar que participou diretamente do gol no empate em 1×1 com a Ponte Preta, que foi contra, não contando a assistência.

“É um menino, um craque, um grande jogador. Temos que entender que às vezes ele não vai jogar o que jogou hoje (contra o Ituano, quando deu duas assistências), por tentar demais, mas tem um grande potencial. É preciso ter pés no chão, eu converso com ele”, afirmou o atacante Leandro Damião, logo após a partida da última sexta-feira (7).

Da Copinha ao time principal

E a declaração do camisa 9, um dos mais experientes do elenco alviverde, evidencia a evolução de Ronier, que iniciou a temporada como o grande nome do Coritiba na Copa São Paulo e, assim que deixou a competição, foi integrado novamente ao grupo principal por Guto Ferreira.

A estreia foi na derrota por 1×0 para o Azuriz, no dia 4 de fevereiro. De lá pra cá, o camisa 98 só ficou de fora de três partidas, não saindo do banco de reservas. O primeiro gol veio no segundo jogo das quartas de final do Paranaense, na vitória por 2×0 sobre o Cianorte, no Couto Pereira.

Até ali, ele era reserva, mas entrando constantemente desde o dia 22 de fevereiro, na derrota por 3×2 para o Águia de Marabá, pela Copa do Brasil. Desde então, atuou nas 15 partidas do Coritiba.

Referência do Coritiba após problema de saúde

A eliminação ainda na semifinal do Estadual rendeu ao Coxa praticamente um mês de intertemporada. E neste período, Lucas Ronier vinha sendo aproveitado como titular por Guto Ferreira. Até que, na semana da estreia na Série B, o garoto pegou dengue, que o tirou de alguns treinamentos.

Recuperado, mas sem estar 100% fisicamente, ficou no banco contra a Ponte Preta, em Campinas. Entrou no segundo tempo e foi fundamental para o empate em 1×1, ao finalizar ao gol e a bola desviar no zagueiro, morrendo no fundo das redes.

Nas oito rodadas seguintes, só saiu do banco na derrota por 1×0 para o Sport, em duelo que culminou na demissão do técnico Guto Ferreira. Com James Freitas no comando, evoluiu ainda mais, se tornando referência. Na derrota por 1×0 para o Avaí, foi quem mais tentou chutes ao gol.

Em seguida, foi dele o gol da vitória por 1×0 sobre o Guarani, em um chute cruzado, acertando o ângulo do goleiro. Até vir a melhor atuação, no 4×2 em cima do Ituano, dando passes para os gols de Leandro Damião e Brandão, além de acertar o travessão em uma cobrança de falta, quando o placar estava 2×0. Uma atuação de quem, rapidamente, ascendeu de destaque da Copinha para referência do time principal.

Lucas Ronier comemora gol do Coritiba com o Vô Coxa
Lucas Ronier vem sendo decisivo na Série B. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

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Em pouco tempo, Lucas Ronier vira referência ofensiva do Coritiba

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