Presidente Samir Namur, do Coritiba. (Geraldo Bubniak/AGB)

A juíza titular da Vara do Trabalho, Valeria Rodrigues Franco da Rocha, negou o pedido do Coritiba para que fosse feito o Ato Trabalhista e evitasse a penhora das receitas. O clube tem um prazo de até 15 dias para apresentar uma nova proposta.

De acordo com informações obtidas pela Banda B, existem diretrizes para que seja feito o Ato Trabalhista, entre elas o prazo máximo de três anos para o pagamento e a responsabilidade pessoal do social. Porém, o Coritiba queria o pagamento em oito anos, a isenção de multa por atraso e iniciar o pagamento apenas em janeiro de 2021.

Além disso, a juíza alegou que a situação financeira ruim do Coritiba não é exclusivamente por conta da pandemia do novo coronavírus. O clube já pagou mais de R$ 19 milhões por dívidas com profissionais que trabalharam no clube antes da gestão do presidente Samir Namur.

Quais os argumentos do Coritiba?

O Coritiba alegou que a situação financeira já estava complicada e ficou pior com a pandemia do novo coronavírus. Além disso, “o Clube tem hoje aproximadamente R$ 31.421.000,00 (trinta e um milhões e quatrocentos e vinte e um mil reais) de impostos, parcelamentos tributários e acordos trabalhistas em atraso/descumpridos”.

“Some-se a isso as dívidas pendentes com fornecedores e em outras esferas como o Cível (aproximadamente R$ 12.200.000,00) que é o órgão criado pela Confederação Brasileira de Futebol para apreciar disputas de natureza comercial e contratual envolvendo os filiados, direta ou indiretamente à CBF”.

O Coxa ressaltou que teve uma queda de receitas durante a pandemia do novo coronavírus. Entre os motivos citados estão a rescisão de contrato de patrocinadores, suspensão do contrato com a Turner para o Campeonato Brasileiro e a limitação no vínculo com a Rede Globo que é válido somente para a Série A de 2020.