As duas vitórias sobre o Cianorte (4×0 e 2×0) nas quartas de final do Campeonato Paranaense deixaram para trás o momento turbulento do Coritiba na temporada. Antes dos dois resultados positivos, o Coxa amargou quatro partidas sem ganhar, com dois empates e duas derrotas.

Situação que mudou justamente quando o time teve tempo para treinar. Até o fim da primeira fase do Estadual, desde que havia estreado na temporada, o Alviverde tinha disputado 12 jogos em seis semanas, oscilando em boas e más atuações. Porém, para o mata-mata conseguiu ter a semana toda para trabalhar até voltar a campo.

“Quem analisar, vai ver o tanto de ajustes que pudemos fazer na equipe. E é isso que buscamos sempre. Além de conseguirmos recuperar (fisicamente) na primeira semana, na segunda pudemos trabalhar um pouco melhor. E aí vamos continuar trabalhando. Nossa equipe não está no ponto ainda, precisamos evoluir bastante“, apontou o técnico Guto Ferreira.

Cansaço gerou instabilidade

Neste período de instabilidade, o treinador refletiu e destacou que sabe o que levou à sequência sem vitórias, entre elas uma eliminação precoce na Copa do Brasil. A falta de tempo para trabalhar foi crucial neste início de projeto, que deu a volta por cima justamente com um pouco mais de intervalo entre uma partida e outra.

A gente sabe porque chegou naquele momento. E quando pudemos reajustar, trazer todos para o seu melhor, o caminho foi retomado. Nada que vem pela frente é fácil e temos que trabalhar muito a cada momento para conquistarmos o que queremos”, acrescentou o comandante coxa-branca.

Guto abre mão de “time titular” no Coritiba

Até aqui, o Coritiba disputou 14 jogos em 2024. Utilizou 34 jogadores nestes duelos. O último a estrear foi o meia Jean Gabriel, que entrou no segundo tempo do 2×0 sobre o Leão do Vale, no sábado (9). E entre tantas peças, muitos se firmaram, ganharam espaço e outros acabaram saindo da equipe, por opção ou lesão.

Nos dois jogos com o Cianorte, entre um compromisso e outro, apenas uma mudança entre os titulares, com o atacante Figueiredo saindo e dando lugar a Lucas Ronier. Uma base que vai ganhando cara com o passar do tempo, mas Guto garante que isso não significa que vai trabalhar com um time titular fixo.

Não quero ter um time titular, porque aí eu ganho uma partida. Para ganhar campeonatos, preciso de um grupo, e isso você cria com trabalho e oportunizando. Foi assim com o David (da Hora), o Seba até três, quatro jogos atrás ainda não estava na condição ideal, sabemos da qualidade dele, e o Geovane e o Vini Paulista também foram decisivos”, apontou o técnico, que falou da importância do meia colombiano.

Eu fiz elogios a ele na frente de todos e todos concordaram. Essa postura identifica não só ele com o torcedor, mas com o espírito que nós queremos. Ele consegue transcender, mas todos estão imbuídos de fazer cada vez melhor e ficar mais próximo a ele”, completou.

Sebastian Gómez em Coritiba x Cianorte
Sebastian Gómez começou a temporada mais tarde e se firmou como titular nos últimos jogos. Foto: Gabriel Thá/Coritiba

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Guto Ferreira dá rodagem ao elenco do Coritiba: “não quero time titular”

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