O empate em 2×2 entre Coritiba e Internacional, neste sábado (9), no Couto Pereira, aumentou a pressão sobre o momento vivido pelo time alviverde no Brasileirão. Após mais uma atuação marcada por oscilação e um gol sofrido nos acréscimos, o técnico Fernando Seabra rebateu as críticas sobre uma possível falta de coragem da equipe e afirmou que o principal problema do Coxa atualmente está ligado a questões táticas.

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Durante a entrevista coletiva, o treinador citou partidas recentes contra Grêmio, Santos e Vitória para sustentar que o time alviverde segue competitivo mesmo em cenários adversos. O comandante também utilizou o goleiro Pedro Rangel como exemplo de comportamento corajoso dentro da proposta de jogo da equipe.

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Seabra rebate críticas sobre postura do Coritiba

A sequência recente do Coritiba na Série A aumentou a pressão sobre o desempenho da equipe. Nos últimos 10 jogos, o Coxa venceu apenas duas partidas, além de acumular cinco empates e três derrotas. O recorte inclui a goleada sofrida por 4×1 para o Vitória e o empate cedido nos acréscimos diante do Internacional, resultados que intensificaram os questionamentos de parte da torcida sobre a queda de rendimento apresentada nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro.

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Mesmo diante do cenário de instabilidade, Fernando Seabra afirmou que não concorda com as críticas relacionadas à postura da equipe. Para o treinador, o Coxa segue demonstrando personalidade mesmo em partidas disputadas sob pressão ou em situações adversas dentro de campo.

“Eu acho que não. Nos últimos dois jogos fora de casa, nós atuamos com um jogador a menos, como foi contra o Grêmio. Mesmo assim, o Grêmio teve controle do jogo? Não teve. Porque tivemos coragem”, afirmou.

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O treinador também citou o confronto diante do Santos, na Vila Belmiro, válido pela Copa do Brasil, para reforçar o argumento de que a equipe continua tentando pressionar os adversários em campo ofensivo.

“Contra o Santos, na Vila Belmiro, quantas bolas roubamos altas no campo de ataque? Pressionamos individualmente o tiro de meta deles todas as vezes. Para mim, isso é coragem”, completou.

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Apesar da defesa da postura da equipe, Seabra reconheceu que o time enfrenta dificuldades em determinados momentos dos jogos, principalmente quando sofre pressão alta dos adversários. Segundo ele, porém, o problema está relacionado à dinâmica tática da equipe e não a uma postura defensiva motivada por medo.

Uma coisa é ter dificuldade para tirar o time de trás quando está sendo pressionado. Nós temos essa dificuldade em alguns momentos. Mas isso não é medo. É uma dificuldade de dinâmica. A gente fica entre defender o gol ou atacar a bola para recuperar espaço novamente. Mas não está faltando coragem”, explicou.

Treinador do Coritiba defende Pedro Rangel e reforça discurso interno

Outro tema abordado por Seabra foi a atuação do goleiro Pedro Rangel durante o empate contra o Internacional. Em determinados momentos da partida, o arqueiro foi alvo de vaias por parte da torcida ao retardar a reposição de bola. Além disso, o goleiro também acabou envolvido diretamente nos dois gols marcados pelo Colorado, principalmente no lance do empate de Rafael Borré e na jogada final concluída por Félix Torres nos acréscimos.

Na avaliação do treinador, porém, a postura do goleiro fazia parte de uma estratégia para tentar construir vantagem na saída de jogo.

“Hoje o Rangel segurou a bola por cerca de 20 segundos para esperar o momento certo de usar uma bola no volante e criar uma conexão. A torcida vaiou porque ele não acelerava o jogo, mas ele estava sendo inteligente para criar uma vantagem e também estava sendo corajoso”, disse.

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Fernando Seabra também utilizou a derrota para o Vitória como exemplo para sustentar que a equipe não deixou de buscar o jogo, mesmo em situações adversas.

“Contra o Vitória, estávamos perdendo por 2×1, com um jogador a menos, em um campo pesado. Tomamos o terceiro gol tentando pressionar e forçar o erro do adversário. Sofremos o gol sendo corajosos”, afirmou.

Imagem mostra o técnico Fernando Seabra na área técnica do Couto Pereira durante partida do Coritiba. O treinador veste casaco preto com o escudo do clube e observa o campo com expressão séria, enquanto os bancos de reservas aparecem ao fundo.
Treinador alviverde afirmou que momento do Coritiba está ligado a dificuldades táticas e não à falta de coragem – Foto: Ernani Ogata/Código19

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