Wanderson Maranhão (de laranja) em ação pelo Vitebsk, de Belarus. (Reprodução/Instagram)

A pandemia da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, levou a paralisação do futebol em praticamente todo o mundo. Apenas quatro países mantiveram os seus campeonatos nacionais: Belarus, Tadjiquistão, Nicarágua e Burundi. Nenhum dos lugares citados chegou próximo de disputar uma Copa do Mundo.

Oito brasileiros disputam o campeonato de Belarus, o país mais bem colocado no ranking da Fifa (87º lugar) entre aqueles que continuaram o futebol. Entre eles está o volante Wanderson Maranhão, que passou pelo Coritiba entre 2013 e 2015, mas nunca jogou no time profissional. Ele joga no Vitebsk desde 2018 e é titular absoluto da equipe.

Em entrevista à Banda B, o volante contou que apenas os restaurantes em Belarus estão fechados, mas a rotina dele segue normal. “Tem alguns casos, como todo lugar tem, mas o dia a dia continua normalmente. Apenas os cuidados de prevenção, mas a rotina continua a mesma. Só os restaurantes estão fechados”, disse.

Apesar da pandemia, Wanderson Maranhão não acredita que o campeonato local será suspenso e comemora a visibilidade dos jogos, que já vendeu os direitos de transmissão para diversos países. “Para a gente é bom e não interfere em nada. Tendo campeonato é melhor ainda para a gente, apesar de ter o coronavírus aqui no país e toda a pandemia no mundo inteiro. Os nossos jogos estão sendo visto em outros países e está sendo uma vitrine. O salário continua normal, não tem desconto e isso ajuda também”, comentou.

“Agora que começou, acho muito difícil parar. O pessoal está vendendo o campeonato na TV para outros países, como a Rússia e a Ucrânia, e tem outros países querendo o pacote para assistir ao campeonato”, acrescentou.

De acordo com o levantamento da universidade norte-americana Johns Hopkins, Belarus tem 4.779 casos confirmados da covid-19 e 42 mortes. O país é governado há 26 anos por Alexander Lukashenko, que declarou, na última segunda-feira (13), que “ninguém vai morrer do coronavírus” e os falecimentos são causados por doenças já pré-existentes.

“Ninguém vai morrer de coronavírus no nosso país. Eu declaro isso publicamente. Nós já encontramos combinações de drogas para salvar as pessoas”, declarou. “Portanto, eu digo que nem mesmo uma pessoa morreu só por causa do novo coronavírus”, acrescentou.